terça-feira, 7 de julho de 2009

Fechamento dos botecos e segurança pública

O próprio movimento é feito de contradições. A vida é movimento. A política faz parte da vida. Não só dos que gostam dela.

Andam pela nossa casa de leis municipal discutindo o funcionamento dos bares, lojas de conveniência e similares. Discutem se o fechamento desses locais após determinado horário ajudaria a diminuir os índices de violência registrados no município.

A abordagem mais precisa é levar em conta as várias variáveis que compõem esses índices e que cooperam para sua concepção. Daí necessariamente devemos discutir a questão da segurança públca compreendendo a raiz dos problemas. Claro que derivada de um problema econômico facilmente identificável. E esse facilmente identificável não é a uma elite intelectual mas para o povo. Não queremos contar ladaia ao povo, apenas alertar para o que ocorre.

Infelizmente falamos da cidade onde mais morrem jovens proporcionalmente em nosso país. Falamos da tríplice fronteira, rota do tráfico internacional. Da cidade da Itaipu que em sua construção atraiu muitos trabalhadores que ajudaram a construir esta maravilha da engenharia moderna. Alguns trabalhadores conseguiram certas conquistas, mas a grande maioria foi posta de escanteio amargando na fila dos desempregados e aumentaram de forma considerável as favelas, que haviam iniciado após a vinda de trabalhadores para a construção da "Ponte Internacional da Amizade".

Aos filhos destes barrageiros e a grande parte de nossa juventude restou a exclusão. Amargando o melhor de sua criatividade e energia na fila dos desempregados. Impregnados pelo individualismo são aproveitados de forma meramente mercantil. Sem espaços públicos para a prática esportiva, sem acesso à mobilidade urbana e enfrentando graves problemas de moradia.
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A violência nos persegue o tempo todo. Muitos dos nossos nos ferem ou se matam em disputa entre gangues, ou são espancados pelos próprios pais. Outros recebem uma bala perdida ou são vítimas de assalto ou perseguição. No capitalismo não temos paz.

Não apenas em Foz, mas também, a insegurança toma conta dos grandes centros. Esse meio não nos interessa, não nos satisfaz, queremos uma cidade capaz de incluir a todos sem discriminação de crença, cor, gênero e classe social.

Nenhuma ação isolada resolverá este complexo problema que é a segurança urbana. Portanto se faz necessária uma ampla discussão sobre o tema dado que a simples proibição de venda de bebidas alcoólicas soaria como mais uma medida de exclusão. Fechariamos os pequenos botequinhos enquanto os grandes e frequentados pela elite continuariam abertos.

É muito bom encontrar os velhos amigos.



Nota da UJS-Foz acerca do fechamento dos bares, lojas de conveniência e similares após a meia-noite, nos locais fora do corredor turístico.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dossiê UPE

DOSSIÊ

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Não sou ladrão

Nem violento

Violo imaginações

Do sofrimento

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Matei a fome

Em uma pena de vinte e três anos

Meta do homem

Conforme o plano

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Perambulo na sombra da periferia

Trafico idéias projetadas

Não é nota fria

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Fraudo estelionato

Quando vândalo quebrei a cabeça

Réu cacei palavras

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Ao invés de comer aquele maravilhoso macarrão da panificadora aqui da esquina, comprei um livro. E são com essas palavras que meu amigo Edson de Carvalho o inicia. Este é seu recém-lançado e primeiro trabalho “Líricas e Satíricas do Iguaçu”.

Conheci o Mano Edo (Edson) quando o Oxi (de Porto Alegre) veio ajudar na construção de um núcleo da Nação Hip Hop Brasil ano passado aqui pela fronteira. De lá pra cá tenho acompanhado um pouco da trajetória deste poeta marginal. O Mano Edo também é Bboy e dá aulas de break na crew chamada Cartel do Break. Desejo muita sorte a este guerreiro.

Por estes dias ocorreram dois grandes eventos: o quadragésimo segundo Congresso da UPE e a Conferência Inter-Municipal de Educação, ambos na Terra das Cataratas. Momentos importantes de discussão dos rumos do país, intimamente ligado ao seu sistema educacional.

Os dois últimos meses, de intensa campanha para a construção deste congresso chegam ao fim com um saldo bastante positivo na construção de um movimento estudantil unitário e preparado para talvez a maior batalha que nossa geração enfrentará.

Grandes foram as discussões e proposições, onde muitos estudantes de todos os cantos do Paraná deram suas contribuições. Desde a meia-entrada nos pontos turísticos ao encontro das Atléticas, passando pela cultura, meio-ambiente e drogas. Discutiram-se as pagas, as públicas e o próprio movimento estudantil.

A UPE chega aos seus 70 anos de luta, esbanjando garra e determinação para colocar a educação a serviço das grandes causas sociais. Chega honrando seu passado glorioso, defendendo o pré-sal, relembrando os tempos em que foi precursora no Paraná na luta do Petróleo É Nosso! Chega pronta a não deixar meterem a mão nas riquezas do povo, como na defesa da Copel. E chega também entendendo que juventude é essa a de hoje e em que contexto se insere.

Sobre a Conferência, falamos outro dia.



Em 27 de junho de 2009.

Um pouco de muito do mesmo

Há vários dias sem internet. Também sem escrever. O último texto havia feito na casa das gurias lá em Londrina, usando o computador da Claudinha emprestado. Muitas coisas se passaram de lá para cá. Congresso da UPE, Conferência Municipal de Educação, Golpe em Honduras, Nova Gripe e a morte do Michael Jackson, que ainda não foi enterrado. Falando nisso, fãs brasileiros que ganharam ingressos para participar do "velório" ou "show" (na verdade não sei como chamar) não poderão participar do funeral. Não tem grana para a viagem. Me chamou a atenção uma chamada no site da Globo que mostrava quem podia ganhar com essa morte, com infográfico e tudo o mais. Vai o link no final.

A pandemia que teve início nos Estados Unidos e México chega com força à América Latina. A argentina já está no terceiro lugar no ranking com 60 mortos pela doença. Aqui pela fronteira é bom que estejamos espertos. Quem sabe até usar aquela máscarazinha. Três já foram os casos aqui em Foz confirmados. Pouco se comparar aos 1870 de Buenos Aires, que registrou 48 mortes.

O Golpe, meio parecido com aquele que tentaram dar no Chávez em 2002, ainda se mantém e não querem permitir o retorno do presidente Zelaya. Duas pessoas já morreram e o governo interino continua mantendo uma postura desafiadora. Tudo isso porque ele queria convocar um plebiscito para a população decidir sobre a convocação de uma assembléia constituinte. A ação foi condenada pela comunidade internacional, inclusive pelos Estados Unidos.

No Congresso da UPE tive a oportunidade de falar sobre a importância das Conferências nesse momento de aperfeiçoamento da democracia em nosso país. Claro que ainda a democracia da burguesia, afinal estamos no capitalismo. É natural que passemos por este momento de aprofundamento destas formas de representação dos anseios mais imediatos da população. As Conferências vem a cumprir o importante papel de dialogarem com a sociedade sobre as questões a elas importantes. A de Educação cumpriu este papel. Foram aprovados importantes encaminhamentos para as etapas seguintes.

E sobre o Congresso, vou aproveitar um texto que está aqui guardardo que ainda não tive a oportunidade de publicar. E nem mais o faria. Mas vai logo a seguir.

Veja quem pode lucrar com a morte de Michael Jackson

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Desta vez o problema não foi acordar, mas ter ido mais cedo para casa. Mais cedo assim, nem tanto. Na verdade estava quebrado após a noite em claro participando da mesa de credenciamento ao 42º Congresso da União Paranaense dos Estudantes. Pois é, vim parar em Londrina, após uma rápida passada por Maringá, muito bem hospedado na casa do Paulo, precedida por uma maravilhosa janta na casa da família do Leonardo em Guarapuava.
Fiz o mais rápido possível as últimas agendas do dia para assistir a maior parte do jogo do Inter. Chego e sou recebido com o gol do Corinthians. Menssagem do Sérginho me informando o placar do jogo. Ao menos, a conversa na casa do Marcel estava muito interessante. Falávamos um pouco de tudo. Do cotidiano de um dekassegui no japão às compras no Paraguai. Segundo gol do Corinthians. Ligação do Thiago Kodama, corinthiano vagabundo. O papo avança, não entendemos como que as pessoas não percebem que está tudo errado, sendo tão claro tudo por ae. Basta ver. Ou querer. Talvez não.
O jogo acaba, é a segunda derrota do Inter que assisto desde que recomecei a torcer. A primeira que fico triste. Na última fiquei feliz pois mesmo perdendo o Inter passou para a final. O Tropeço traz o notebook e ficamos dando umas passeadas com o google earth. Não sabia que dava até para dar passeio de avião. E nem que tinha umas bolhas que a visão é total, como se estivesse no local. Começamos a viagem pelo bosque do restaurante universitário da UEL. O tal bosque que esses dias um jornalista sem muito o que fazer fez uma matéria infeliz dizendo que era como na jamaica. Conheci um jamaicano hoje que não gostou muito da comparação. Do bosque para um passeio por Londrina e de lá para o "Espaço das Américas", onde gostaríamos de ter feito o ato político de abertura do 42º CONUPE. Um giro pelo Rio de Janeiro e por umas ilhas desconhecidas, continente da Antártida e a rua onde o Tropeço parou nos dias em que esteve de intercâmbio nos Estados Unidos. Pedi para darmos um giro nas pirâmides do Egito. Surpreendente imaginar como colocaram aquela quantidade toda de pedras umas sobre as outras. Quanta gente deve ter passado talvez por uma vida inteira carregando pedras durante a maior parte de seu tempo. Nem tão seu assim na verdade, mas de um senhor.
De repente, a terra era pequena demais para nós e resolvemos dar um giro pelo espaço. Cara, cada vez me surpreendo mais com esse google. Uma passadinha rápida pela Lua (quem será que chegou por lá primeiro?) e aterrisamos em Marte. Bonito. Parece um grande deserto. Esses dias fui na inauguração do Pólo Astronômico que não me recordo o nome do muito homenageado brigadeiro Montenegro. Ficou muito bonito, bem instalado no Parque Tecnológico de Itaipu. Vi o anel de Saturno num telescópio e aproveitamos o planetário também.
Agora pouco fui pegar aquele copo de coca-cola para escrever este parágrafo final do texto. Dei uma passadinha na cozinha, onde rola aquele papo cabeça e dei uma problematizada a respeito das necessidades fisiológicas do homem que são diferentes das da mulher porcausa de todo o processo histórico a que foi submetido ao longo do passar dos anos. Não sei se me convenci de um conceito errado passado pelo Alan e pela Barbara Pease naquele livro do Porque os homens fazem sexo e as mulheres amor?. O livro passa a idéia de que os homens possuem necessidades específicas, assim como as mulheres. Por exemplo, o fato das mulheres conseguirem fazer várias coisas ao mesmo tempo enquanto os homens não. E o fato dos homens terem a necessidade de perpetuar a espécie com o maior número de progenitoras para garantir a sobrevivência da espécie. Inspirado em conceitos darwinianos. Dialética ou machismo?
Quase chegando. Semana que vem vou assistir ao jogo do Inter em casa. Já terá passado o Congressito da UPE.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Classe média subversiva

Quem manda não ter acordado e ter faltado à reunião de sábado no Casarão da UPE? Pois é, vim parar em Francisco Belrão. Claro que com um incentivo extra do cretino do Serginho, que essas horas já deve ter chegado por Foz.
Escrevo direto da biblioteca da UNIOESTE enquanto aguardo o Vanderson chegar. Cheguei pela manhã, dei uma volta no centro e dormi a tarde inteira, depois de ficar com sono na biblioteca municipal. Dei uma foleada naquele livro chamado "Veias Abertas da América Latina", se não me engano do Eduardo Galeano. Ainda quero lê-lo. Apalpei um livro publicado pela editora do Exército e comecei a ler. É da época da ditadura, pelo ano de 76. O nome era "Guerrilheiros e Terroristas". O engraçado é que não constava nenhuma menção à Guerrilha do Araguaia. Se questionavam os militares: Como pode um bom filho da classe média virar um subversivo? E tentavam responder com as piores banalidades possíveis. É que quando se cansarem desta luta sem sentido, serão bem recebidos por uma família bem estruturada e pelo conforto do lar. Demonstravam com números que a imensa maioria da população e da própria juventude não queria se envolver em conflitos e apenas gostaria de manter preservada a sua família. É bem verdade que os filhos da classe média tem mais acesso à informação que os de classe baixa. A velha história da pílula vermelha e a azul. A vermelha é o conhecimento. A azul a da alienação. O Vanderson já deve estar chegando.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O que é a UPE e a UNE?

Aqui pelo frio de Curitiba ando bem. Ajudando a construir o congresso da UPE e comendo as delícias que o Dr. Marcelo Sucupira, amigo e gastrônomo nos proporciona praticamente todos os dias. Ontem foi uma pizza maravilhosa.

Acabo de escrever um pequeno textinho a respeito de nossas entidades de representação estudantil e como o assunto é interessante, publico abaixo:

O que é a UPE e a UNE?

A UNE foi criada em 1937, no bojo das lutas pela entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial para combater o nazismo. Vem construindo as lutas da juventude e do povo brasileiro ao longo de sua história. História esta que se confunde com a de nosso país. A UPE, criada em 1939, é a mais antiga entidade estadual de representação dos estudantes no Brasil. Foi vanguarda na luta “O Petróleo é Nosso” aqui no Paraná. Os estudantes enfrentaram ainda a Ditadura Militar, onde a primeira ação foi queimar a sede da UNE no Rio de Janeiro. O “Casarão dos Estudantes”, sede da UPE, foi tomado naquele período. Sabiam bem os poderosos do poder contestador e transformador da juventude. Depois de muito sangue derramado vem as “Diretas Já!” e a redemocratização do estado brasileiro. Mas, mesmo com o final da ditadura, enfrentamos a era do neoliberalismo que a tudo queria privatizar. Mais uma vez, as entidades estudantis foram muito importantes para não permitirem os retrocessos, como a venda da Copel por aqui. Fomos mais uma vez protagonistas no “Fora Collor”, com as caras pintadas de verde e amarelo ocupamos as ruas e mobilizamos toda a sociedade. Apesar de tudo o que fizemos, ainda temos muito a conquistar e é para isso que te convidamos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Reserva de Vagas

Participei na semana passada de um radio-debate promovido por uma turma de jornalismo da UDC, em que fui convidado pela Gladys Gonzalez a defender a reserva de vagas. Do outro lado, foi convidado o Eng. Mecânico Felipe. Desculpem por não recordar o sobrenome.

A reserva de vagas é uma bandeira histórica dos estudantes brasileiros que sempre lutaram por uma universidade mais próxima de seu povo. A UBES foi a primeira entidade a defender a reserva de 50% das vagas das universidades públicas para estudantes oriundos de escolas públicas.

A Universidade é um espaço que DEVE ser ocupado pela sociedade e isso só é possível facilitando o acesso daqueles que historicamente foram marginalizados e colocados em segundo plano.

Muito se falou em regime de mérito. Leia-se vestibular. Alegava-se a eficiência e que apenas asssim aqueles que "merecessem" seriam recompensados pela dedicação. Afirmação bastante contraditória e tanta disposição em defender um sistema que já provou seu caráter excludente e elitista e que por isso mesmo está com os dias contados.

Parecia que meu debatedor estava convencido da idéia de que com as cotas cairia a qualidade do ensino. Que barbaridade. Reserva de vagas sim, mas a qualidade da educação deve ser sempre melhorada, afinal não faltam experiências de países que investiram em educação e melhoraram todos os índices de desenvolvimento.

Outro ponto da discussão foi a de que a qualidade dos profissionais seria muito baixa se aprovarmos a reserva. Essa foi a mais absurda. Reserva de vagas é para facilitar o acesso. Isso não retira a necessidade do cotista de se empenhar tanto quanto ou mais (dado as suas condiçÕes de estudo e sua formação básica) que seus colegsd não cotistas durante o período em que estiver cursando a universidade. No mais, estudos como o de uma pedagoga da UNB, que me fugiu o nome, evidenciam que os estudantes que entraram pelo sistema de cotas tem demonstrado maior rendimento que os outros.

E por fim a questão das cotas para negros, bastante debatida. Primeiramente devemos entender que o racismo brasileiro tem singularidades próprias, decorrentes da formação histórica do país e do povo, e que negam aqui a existência de uma alegada "democracia racial".

Um dos pontos que fiz questão de destacar foi que após a escravidão os grandes "intelectuais" de nosso país desenvolveram vários estudos que indicavam o branquemaento da população. Fato que provou-se na mais descabida inverdade.

Assim, por mais que digam por vezes que não há racismo no Brasil, o fato é que ele existe. É só pegar os números de negros nas universidades e ocupando cargos de destaque na sociedade, ou ainda os salários sempre menores que os dos brancos por mais que exerçam funções idênticas.

É por isso que as cotas são fundamentais para iniciar a reparar esta opressão histórica significando portanto uma questão muito mais de classe do que étnica.

sábado, 14 de março de 2009

O quadro mundial, seus movimentos e contradições

O capitalismo vive de crises, da exploração do homem pelo homem ou dos países por outros. Não é sustentável. Mais uma vez vem a tona as contradições deste sistema. Os que sempre defenderam a presença mínima do estado na economia agora estatizam para sobreviver. Nada mais justo, sendo o estado burguês uma eficiente ferramenta para a regulação do direito da propriedade privada. Assume o controle, injeta bilhões e quando estiver tudo resolvido, privatiza. Socializam-se os prejuízos, onde quem realmente paga a fatura são os trabalhadores. Os primeiros a sofrerem diminuição de salários ou a serem desempregados e engrossarem as fileiras do exército de reserva, outro pré-requisito do capitalismo.

A taxa média de crescimento global será negativa pela primeira vez, desde 1945. A crise surge no coração do sistema financeiro mundial, constituindo-se um duro golpe ideológico ao neoliberalismo, em que os países menos afetados são justamente os que menos se entregaram a cartilha neoliberal. Os países emergentes que atualmente participam de 31% do PIB mundial podem chegar aos 38% em 2013, segundo projeções do Banco Mundial.

A crise financeira mundial gera protestos generalizados contra o desemprego na Europa, força a aceleração das reformas financeira e política na China e o aprofundamento da integração latino americana.

Os desdobramentos dos efeitos da crise são determinantes para a sucessão presidencial no Brasil que é essencial para manter a chama das mudanças progressistas acesa em todo o continente.

Importante avaliar os que reúnem melhores condições para sair mais rápido e fortalecidos da crise. Assinalam-se mudanças no quadro de forças das relações internacionais após a crise, apontando para a multipolaridade financeira mundial.

domingo, 8 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Canto a Esperança de um Mundo Novo

Um tanto quanto atrasado,o primeiro texto do ano.

Hoje foi um dia inesquecível. O casamento de um dos meus melhores amigos. Destes que são a familia que agente escolhe. Feliz por tantos motivos. Vi pessoas que considero bastante e que há muito não as via. Feliz por ver meu grande amigo mais feliz ainda.

Pretendia que o primeiro texto falasse da América Latina, esse vulcão prestes a entrar em erupção. Para responder a uma grande amiga que me solicitou um posicionamento com relação a este assunto e também por ter participado de um momento histórico para os Fóruns Sociais Mundiais. O encontro de 5 presidentes avançados e que mostram outros caminhos em contraposição à sanha imperialista.

Entrei esses dias em uma sala de aula em que estava no quadro a questão "o que é senso comum?".

A ideologia difundida naturalmente pela sociedade e pelos meios de (des)informação é a da classe dominante. Um exemplo de senso comum, que não me contive e externei naquela sala de aula, foi o do "fim da história", difundido pela escola pós-modernista. Dizem que a histórica acabou, que vai ser assim para sempre e que devemos pensar na nossa vida pois não há nada que possamos fazer para mudar esta realidade.

Essa ideologia, por toda a contaminação a que estamos expostos, acaba por soar como uma bela canção para os ouvidos. É muito fácil ser reproduzida e compreendida. Mas contém suas contradições. E nelas é que devemos nos embasar cientificamente.

O combate a essa falsa e bela canção idealista se dá na luta de idéias, construída através de uma base material e que leve em consideração os movimentos, a inter-relação entre as ações feitas pelo homem e as condições pré-estabelecidas de existência, além das ações provocadas pela própria natureza.

Vivemos uma luta de classes. Existem explorados e exploradores. O capitalismo vive de crises. Essa é só mais uma em que eles reformulam o sistema "financeiro". Continuam os trabalhadores pagando a fatura. Os primeiros que sofrem suas consequências.

Não nos iludimos com belas canções pós-modernas. Sabemos que para sobreviver temos certas necessidades. Que são produzidas de alguma maneira. Para esta produção existem os meios de produção e as relações de produção. Relações sociais, pré-estabelecidas. Que mudaram ao longo da história da passagem humana pela terra, mas que por muito tempo vivemos em uma luta de classes. Explorados e exploradores. Dizem as belas canções que o capitalismo venceu e não há nada além. Os que pensam em outro mundo possível são utopistas. Às vezes tratados como loucos.

Não nos iludimos pois esse mesmo vitorioso capitalismo, sobrevive de crises. E essa é só mais uma. Reformulam então o sistema "financeiro". Continuam os trabalhadores a pagar a fatura e os primeiros a sofrer as suas consequências. Reformulado o sistema, mais combustível para continuar a dominação de uma classe sobre a outra. Senhor e escravo. Burguesia e proletariado.

Desculpem pelo sono.