quarta-feira, 17 de junho de 2009

Desta vez o problema não foi acordar, mas ter ido mais cedo para casa. Mais cedo assim, nem tanto. Na verdade estava quebrado após a noite em claro participando da mesa de credenciamento ao 42º Congresso da União Paranaense dos Estudantes. Pois é, vim parar em Londrina, após uma rápida passada por Maringá, muito bem hospedado na casa do Paulo, precedida por uma maravilhosa janta na casa da família do Leonardo em Guarapuava.
Fiz o mais rápido possível as últimas agendas do dia para assistir a maior parte do jogo do Inter. Chego e sou recebido com o gol do Corinthians. Menssagem do Sérginho me informando o placar do jogo. Ao menos, a conversa na casa do Marcel estava muito interessante. Falávamos um pouco de tudo. Do cotidiano de um dekassegui no japão às compras no Paraguai. Segundo gol do Corinthians. Ligação do Thiago Kodama, corinthiano vagabundo. O papo avança, não entendemos como que as pessoas não percebem que está tudo errado, sendo tão claro tudo por ae. Basta ver. Ou querer. Talvez não.
O jogo acaba, é a segunda derrota do Inter que assisto desde que recomecei a torcer. A primeira que fico triste. Na última fiquei feliz pois mesmo perdendo o Inter passou para a final. O Tropeço traz o notebook e ficamos dando umas passeadas com o google earth. Não sabia que dava até para dar passeio de avião. E nem que tinha umas bolhas que a visão é total, como se estivesse no local. Começamos a viagem pelo bosque do restaurante universitário da UEL. O tal bosque que esses dias um jornalista sem muito o que fazer fez uma matéria infeliz dizendo que era como na jamaica. Conheci um jamaicano hoje que não gostou muito da comparação. Do bosque para um passeio por Londrina e de lá para o "Espaço das Américas", onde gostaríamos de ter feito o ato político de abertura do 42º CONUPE. Um giro pelo Rio de Janeiro e por umas ilhas desconhecidas, continente da Antártida e a rua onde o Tropeço parou nos dias em que esteve de intercâmbio nos Estados Unidos. Pedi para darmos um giro nas pirâmides do Egito. Surpreendente imaginar como colocaram aquela quantidade toda de pedras umas sobre as outras. Quanta gente deve ter passado talvez por uma vida inteira carregando pedras durante a maior parte de seu tempo. Nem tão seu assim na verdade, mas de um senhor.
De repente, a terra era pequena demais para nós e resolvemos dar um giro pelo espaço. Cara, cada vez me surpreendo mais com esse google. Uma passadinha rápida pela Lua (quem será que chegou por lá primeiro?) e aterrisamos em Marte. Bonito. Parece um grande deserto. Esses dias fui na inauguração do Pólo Astronômico que não me recordo o nome do muito homenageado brigadeiro Montenegro. Ficou muito bonito, bem instalado no Parque Tecnológico de Itaipu. Vi o anel de Saturno num telescópio e aproveitamos o planetário também.
Agora pouco fui pegar aquele copo de coca-cola para escrever este parágrafo final do texto. Dei uma passadinha na cozinha, onde rola aquele papo cabeça e dei uma problematizada a respeito das necessidades fisiológicas do homem que são diferentes das da mulher porcausa de todo o processo histórico a que foi submetido ao longo do passar dos anos. Não sei se me convenci de um conceito errado passado pelo Alan e pela Barbara Pease naquele livro do Porque os homens fazem sexo e as mulheres amor?. O livro passa a idéia de que os homens possuem necessidades específicas, assim como as mulheres. Por exemplo, o fato das mulheres conseguirem fazer várias coisas ao mesmo tempo enquanto os homens não. E o fato dos homens terem a necessidade de perpetuar a espécie com o maior número de progenitoras para garantir a sobrevivência da espécie. Inspirado em conceitos darwinianos. Dialética ou machismo?
Quase chegando. Semana que vem vou assistir ao jogo do Inter em casa. Já terá passado o Congressito da UPE.

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