terça-feira, 11 de março de 2008

Conferência Municipal de Juventude e a Inclusão do Jovem

Participei na última sexta-feira da Conferência Municipal de Juventude, oportunidade em que nós jovens tivemos para darmos a nossa contribuição, detectando os principais problemas e encontrando as soluções que venham a ser aplicadas através de políticas públicas voltadas à juventude.

Foram separados três grupos temáticos: Sexualidade, Drogas e Tempo Livre; Trabalho, Cultura e Educação; Mídia, Meio-Ambiente e Política. Participei do primeiro.

Bacana pra caramba ver a juventude discutir assiduamente sobre os temas propostos. Desde o primeiro momento até estourarmos o tempo da discussão vários problemas foram apontados e soluções encaminhadas.

Devemos entender a juventude não somente como fase da vida, mas como uma importante etapa de transformação do indivíduo onde a educação, o trabalho, a saúde e o acesso à cultura e a tecnologias de informação são fundamentais para a inclusão social. Fica evidente a necessidade da aplicação de políticas públicas que congreguem ações que garantam esta inclusão.

Foz do Iguaçu é a cidade em que proporcionalmente mais morrem jovens em todo o Brasil. Triste fato, ocasionado entre outros fatores pelo crescimento urbano desordenado, desemprego gerado por políticas de combate à sonegação de impostos. Visualmemte um problema estrutural de difícil solução que exige ações conjuntas dos três poderes em suas respectivas esferas de atuação.

Para agir de forma tática, ordenada e eficaz no "caos juvenil" em que nosso município está inserido, é necessário um programa de ações a curto, médio e longo prazo visando inserir o jovem que está à margem do processo social, a fim de prevenir a entrada do jovem na marginalidade ou no uso de entorpecentes.

A inclusão dos jovens deve ser feita por programas de inserção e acompanhamento, atuando em áreas estratégicas e de resultados comprovadamente satisfatórios: Inclusão Cultural, Digital e Ensino Profissionalizante.

A inclusão cultural é vista por especialistas como a forma mais eficaz de inclusão a curto prazo, tendo em vista que os jovens geralmente já tem alguma afinidade, seja musical, circense, teatral ou de artesanato.

O acesso aos meios digitais além de capacitar o jovem para o mercado de trabalho, permitem o acesso a informação ampla, irrestrita e democrática. Possibilita o contato com outras juventudes organizadas do mundo e contribui para o crescimento de suas perspectivas, afastando-o de atividades ilícitas.

O ensino profissionalizante deve abranger dois eixos de trabalho: Treinamento Rápido e Formação Continuada. O primeiro visa a entrada imediata do jovem no mercado de trabalho e a segunda visa dar um acompanhamento para sua constante qualificação visando o crescimento profissional e de renda.

Tive a honra de ser eleito como delegado para a Conferência Estadual de Juventude, que ocorrerá nos dias 21, 22 e 23 desse mês em Faxinal do Céu. Lá vamos apresentar o que debatemos por aqui e as soluções a que chegamos, além de ouvirmos muitas outras realidades e ajudarmos na construção de uma sociedade mais justa.

Agradeço à Direção da União da Juventude Socialista por elaborarmos esse raciocínio aqui apresentado. Parabenizo os demais delegados eleitos como representantes de toda a juventude de nossa cidade.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cebrapaz: Em defesa da saída política ao conflito armado na Colômbia e do intercâmbio humanitário

Há mais de 43 anos o povo colombiano grita ao mundo por sua dor e seu sofrimento. Há anos o sofrimento do povo deste país-irmão vem sendo abafado pelos grandes grupos econômicos que controlam governos e a grande imprensa que, em sua guerra ideológica, baseada em mentiras e falsos acontecimentos, deixa a nós brasileiros e ao mundo de costas para o resto da América Latina. Porém, a realidade desmente o que dizem os grandes veículos de comunicação (e as chamadas ''mídias de referência'').

Cada vez mais os povos de todo o mundo se levantam contra o Terrorismo de Estado, o militarismo e o narco-paramilitarismo, que assola a Colômbia e ameaça a paz em toda a nossa América Latina e o Caribe.

As súplicas do povo colombiano por Paz com Justiça Social, Soberania e Dignidade ecoam por todos os cantos do globo e encontram terreno fértil em muitos lugares, onde, infelizmente, não está incluída a própria Colômbia.

O conflito está evidente aos olhos de qualquer um que procure enxergar a realidade. Apesar disso, o governo colombiano insiste em negar a existência de um conflito armado em seu país, mesmo gastando 22,2 bilhões de pesos anualmente em sua guerra suja, um percentual do PIB ainda maior que a nação mais militarizada do planeta. Planejada e coordenada pelos Estados Unidos, principal beneficiário da guerra e do tráfico de drogas, os males que afligem a Colômbia afundam o país no caos e na pobreza, com uma dívida humanitária impagável e incalculáveis vidas desperdiçadas por um ''câncer'' que já sugou a vida de pelo menos 300 mil de seus cidadãos.

Nesse jogo de interesses com origem nos Estados Unidos, o maior e mais destrutivo império de todos os tempos, o presidente Álvaro Uribe Vélez se contrapõe a qualquer gesto humanitário que possa levar ao Intercâmbio Humanitário (a troca de prisioneiros), passo fundamental para por fim ao sofrimento de tantas famílias colombianas e estrangeiras, fundamental para que se iniciem, concretamente, as negociações de paz.

Não há saída militar para o conflito. Os que jogam contra a paz e a solução política para esse conflito que provoca tanto sofrimento aos nossos irmãos colombianos são os mesmos que lucram com a guerra e a utilizam para proteger os seus negócios sujos, como o tráfico de drogas, a corrupção e o assalto ao povo daquele país. A procura por uma saída política para o conflito armado na Colômbia é a única alternativa concreta para esse povo tão bravo e lutador.

De todas as formas, aqueles que estão comprometidos com a guerra tentam deter o avanço dos embaixadores da paz no país. O mandatário da República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, e a senadora Piedad Córdoba, que não poupam esforços pela paz na Colômbia e no continente, foram sabotados descaradamente em suas ações em prol do regresso dos detidos ao seio de suas famílias.

Somente com amplo apoio internacional, os clamores do povo que anseia pela paz serão ouvidos nos elegantes salões da Casa Branca e da Casa de Nariño, garantindo assim um futuro para a paz. O povo colombiano clama pelo fim dos desaparecimentos e desalojamentos forçados, das ameaças, das execuções extrajudiciais e dos massacres aos povos desse país, desde os camponeses e indígenas aos jovens militantes urbanos, líderes sindicais e populares. São mulheres, homens e crianças, mais de 300 mil vítimas inocentes cujo sangue foi derramado para garantir os privilégios dos criminosos que se encastelam no poder.

É com muito orgulho e um forte sentimento de solidariedade que o povo do Brasil ergue-se em defesa dessa causa justa, para dizer um basta à violência e exigir que o governo colombiano escolha o caminho do diálogo, da solução política para o conflito, ao invés das ameaças, dos bombardeios e da obediência aos interesses estadunidenses.

Vamos exigir que o governo colombiano opte pela vida ao invés da morte e pela verdadeira democracia, na qual o soberano seja o povo, ao invés de uma ditadura fascista ou da guerra. Clamamos por outra realidade possível, por uma Colômbia em Paz com Justiça Social, uma Colômbia Digna e Soberana.

Chega de massacres!

Chega de guerra!

Pelo Intercâmbio Humanitário!

Por uma saída política para o conflito!


Para apoiar o manifesto entre em contato conosco através do e-mail cebrapaz@uol.com.br

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

terça-feira, 4 de março de 2008

Voltando...

Alguns meses em que nada escrevo. Passei um tempo estudando, devorando alguns livros que haviam ficado acumulados durante o ano que passou. Volto hoje a atividade de elaboração para meu blog. Fico feliz em voltar para a luta das idéias, ajudando a construir uma sociedade melhor.

Esses dias me encontrava na Câmara Municipal de Vereadores assistindo a uma sessão ordinária, quando sobe à tribuna o vereador Neuso Rafain (PTB). Não poupou elogios à Revista Veja, que estampava em sua capa "Vai Tarde Fidel". Muito me entristece as palavras do nobre edil, que descreveu momentos de sua viagem à Cuba. Esquece no entanto o cruel bloqueio imposto pelos EUA e enfrentado com bravura pelo povo da ilha. E mesmo em sua fala, reconhece os grandes méritos do regime, com relação à educação, saúde e esporte. Parabenizo o vereador Chico Brasileiro (PCdoB) pela brilhante resposta aos ataques.

Na Colômbia, o regime de Álvaro Uribe, lacaio de Washington, fiel seguidor da doutrina Bush, não respeitou a integridade territorial do Equador e assassinou covardemente 17 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colombia, entre eles Raúl Reyes, porta-voz das FARC. Assim como o governo de Israel, praticante também do terrorismo de Estado contra os palestinos. A esses governos não interessa a paz, apenas os negócios.