Antes de tudo um aviso importante, talvez o que
você vai ler aqui seja completamente diferente das informações que geralmente
tem acesso através das mídias convencionais, mas peço que leia até o final. Não
proponho aqui uma discussão acadêmica e nem um julgamento moral dos
acontecimentos. Usarei apenas a boa e velha lógica.
Vale pontuar que manifestar alguma indignação
sobre as ações deste ou daquele governo é absolutamente legítimo. Reivindicar
direitos e melhorias também. O que não pode ser considerado legítimo é manifestar-se
contra o direito de se manifestar. Ou
seja, manifestar-se contra a democracia. Pedir com sua manifestação o fim de
todas as outras. Embora beire o absurdo,
foi exatamente isto o que ocorreu muitas vezes no dia de ontem.
Assistimos à manifestação dos que não querem
mais ter o direito de se manifestar. Isso mesmo, embora difícil de compreender
para quem quiser se utilizar da lógica. Alguns cartazes pediam por uma
intervenção militar. Parece que alguns esqueceram ou nunca estudaram sobre a
história do Brasil. Já passamos por isto e não foi nada bom. Com o apoio da
CIA, os militares chegaram ao poder em 1964 e seguiram exatamente a cartilha de
Washington. Muitos dos meios de comunicação que hoje manipulam certas
informações são os mesmos que apoiaram a Ditadura Militar. Derrotamos este
regime com muito sangue derramado.
Também com muita luta que se deu a criação da
Petrobras. Os mesmo jornais que hoje fazem campanha para desestabilizá-la são
os que foram contra a sua criação. Os derrotados naquele momento nunca
desistiram de nosso petróleo. Sofreram um duro golpe quando recentemente foi
aprovado o regime de partilha. Este alvoroço todo em relação à Petrobras tem
como pano de fundo a briga por nosso petróleo. Não estou aqui afirmando que não
exista corrupção, mas sim da utilização disto como arma política.
A Petrobras é a única empresa no mundo que
possui suas reservas e produção continuamente aumentadas. O regime de partilha
garante o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em
águas profundas. Estes fatos incomodam bastante suas principais concorrentes e
por isso, visam enfraquecê-la para tentar privatizá-la e se isso não der certo,
ao menos revogar o regime de partilha. O petróleo é um recurso estratégico na
geopolítica mundial e isto não pode passar despercebido.
A manipulação midiática é incentivada pelos
interesses da oligarquia financeira internacional e não é exclusividade do
Brasil. Pode ser facilmente percebida ao nosso redor, exemplos não faltam. Vale
citar o golpe “moderno” que o Paraguai sofreu no ano passado, a
desestabilização forçada dos governos na Argentina e na Venezuela. Estas forças
não suportam mais um governo que reparta de maneira um pouco menos desigual as
riquezas nacionais e se aproveitam dos que se incomodam de ver os filhos das
empregadas virando doutores ou andando de avião.
O sistemático afastamento das pessoas da
política, através da demonização da mesma e a falta de interesse em se estudar
história, vem dando os seus frutos. Não é de interesse da oligarquia financeira
internacional que o povo se eduque. Quanto mais embaralhadas as informações
melhor. Quanto mais confusão se fizer na cabeça das pessoas mais fácil para
manipulá-las.
Desta maneira estamos vivendo uma espécie de
sociedade “zumbi-papagaio” que apenas repete as informações que lhes são
passadas sem nenhum tipo de contestação ou avaliação mais crítica, como se
estivessem sendo hipnotizadas. Chega-se ao absurdo de se utilizar a bandeira do
Brasil e vestir-se de verde e amarelo para na verdade representar os mais
escusos interesses antinacionais e entreguistas. Chega-se também ao cúmulo de
se pedir em manifestações que nenhuma outra manifestação aconteça. Isto
indiscutivelmente não tem lógica.
