segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Conversa de Facebook

Eduardo Davi Vicenzi Pablo, Luciano, Alex, Palô...
Bem essa é a face que vocês querem em que acreditemos?!
Que a Dilma foi injustiçada, que o partido de vocês foi injustiçado?
Que a hipocrisia é tamanha, onde temos que lidar constantemente com este tipo de falacia...
Vocês tem uma fé no partido tão grande quanto qualquer outro extremista religioso, um partido que engana e se aproveita de sua população, onde todos os partidos não estão livre de culpa, pois vivemos um período obscuro na politica brasileira, que parece um poço sem fim.
Mas se sentir superior aos demais, por ter um pensamento mais "humano" e "solidário" que teoricamente é o que vocês são.
Claro que não posso generalizar, mas é o que tem acontecido a algum tempo, baseiam se em falacias e direcionando todo esse sentimento de insatisfação para virar uns contra outros para que no final sobre vocês como a salvação...
É ai que esta a grande hipocrisia deste pensamento.
Prezo a amizade de todos vocês, jamais deixarei politica interferir em nossas amizades, porem fica difícil acreditar que o que voces estão fazendo é em beneficio da populaçãoe mas sim apenas em ajudar a manter vosso partido no poder, pois este é a grande salvação assim como a volta de Jesus


Disse isso meu amigo Eduardo em um comentário no Facebook. Respondi o que segue:

Antes de tudo gostaria de parabenizá-lo pela capacidade de reflexão e coragem de expor seu ponto de vista. Importante para o franco e fraterno debate de ideias.

Neste sentido, gostaria de humildemente contribuir de maneira a clarear alguns pontos em que talvez minha forma de enxergar certas situações possam somar na discussão.

Não entendi sua questão sobre a face em que gostaria que acreditasse. Sinceramente, sempre que expus meu ponto de vista o fiz com respeito a outras opiniões e deixando claro que esta é maneira que parece mais racional a partir do meu referencial.

Sobre a Dilma e meu partido ter sido injustiçado. Não entendo que a presidenta eleita ou o PCdoB tenham sido injustiçados mas sim a maioria dos eleitores que votaram nela e não viram seu mandato chegar ao final.

Injustiçado foi o povo que sofre agora as consequências do golpe em curso bancado pelo capital financeiro internacional e gerido pelos capachos dos interesses externos em nosso país.

Esta cada vez mais claro para todos o verdadeiro impulso para o golpe. Acabar com o regime de partilha, sucatear a Petrobras e depois vendê-la. Atender assim aos interesses da BP, Chevron, ExxonMobil e Royal Dutch Shell.

Sobre a hipocrisia e as falácias, concordo contigo. Muitos parecem "zumbis-papagaios", apenas repetindo o senso comum sem de fato compreender as demais conexões.

Sobre ter fé no partido. Não tenho, entendo o partido apenas como uma ferramenta, fundamental para a luta e organização da classe trabalhadora. Tenho fé é na minha consciência, na humanidade e no amor.

A respeito do que falou sobre "um partido que engana e se aproveita de sua população", acredito que deve ter se confundido ou não conhece de fato o partido no qual tenho orgulho em integrar as fileiras.

O PCdoB não engana a população, pelo contrário, deixa muito claro quais são os seus propósitos e seu método de ação. Basta ler os documentos partidários se restar alguma dúvida. Daí pode tirar suas próprias conclusões.

O PCdoB também não se aproveita da população, ao contrário, tenta libertar a todos da opressão capitalista.

Colocar todos os partidos e a política numa vala comum não contribui com o aprofundamento da democracia mas sim leva a um estado de exceção onde caminha-se ao totalitarismo e/ou fascismo.

Tenho que concordar veementemente com sua colocação de que "vivemos um período obscuro na politica brasileira, que parece um poço sem fim". Foi precisa sua afirmação. É um triste momento de nossa história onde rasgamos nossa Constituição e assistimos ao desmonte das conquistas dos trabalhadores, o aumento da repressão e do ódio.

Sobre "se sentir superior aos demais"', é justamente o oposto disso. Por entender que todos somos iguais é que sou comunista. Quero o socialismo exatamente por isso. Oportunidades iguais a todos.

Muito importante quando fala que não se pode generalizar. Concordo! Para que essas generalizações não ocorram é que resolvi discorrer um pouco sobre os meus pontos de vista. Não gostaria de ser tachado de hipócrita.


Por fim, se quiser saber um pouco mais sobre o pq o PCdoB luta em favor da população e como tudo isso começou, podemos marcar um saboroso café regado com um excelente papo! Fica o convite! Abraço irmão! Paz!

domingo, 29 de maio de 2016

Minha ida ao acampamento do MST em Santa Terezinha de Itaipu


Chegamos por volta da uma hora da madrugada daquela quarta-feira fria em Santa Terezinha de Itaipu. Éramos um grupo pequeno, porém bastante representativo com lideranças sindicais, estudantis, e advogados. Faziam ainda parte de nossa equipe o Coletivo Mídia Livre, responsável pela cobertura de tudo. Na entrada da Fazenda cerca de 40 companheiros faziam vigília para que não entrasse ninguém que não fosse autorizado pelo movimento.

Na noite anterior uma intensa movimentação de policiais foi sentida nas ruas e hotéis de Foz do Iguaçu. A informação que chegou era que haveria assim que o sol surgisse uma reintegração de posse, apesar do acordo feito semanas atrás de que haveria 90 dias para negociação. Contatos feitos com membros do governo estadual passavam a impressão de que aquela não era uma ação pensada e planejada por aqui apenas, fazia parte de uma orientação maior, direta do governo golpista de Michel Temer.

Apesar do estado de vigília permanente fomos muito bem recebidos pelas lideranças do movimento que nos saudaram com um delicioso churrasco. Naquele momento pude perceber o quanto aquela gente sofrida e lutadora tinha disposição para resistir. Conversei com vários integrantes do movimento, uns mais antigos outros menos. Ouvi suas histórias de vida e de luta. Alguns já haviam passado por situações semelhantes. Outros não.

Pensei em descansar um pouco, afinal deveria estar com toda energia para as primeiras horas de sol, mas logo desisti. Preferi ficar ali conversando. Embora o momento devesse ser de grande tensão pelo que estava por vir, contraditoriamente estávamos desfrutando de horas agradáveis em companhia de pessoas humildes e gentis. Junto com alguns companheiros do Coletivo Mídia Livre, resolvemos andar pelo acampamento Sebastião Camargo realizar um registro daqueles momentos.

Fomos até a entrada da Fazenda Santa Maria, onde alguns companheiros faziam guarda. Em volta de uma fogueira, alguns contavam histórias. A maioria engraçadas. Outras de fantasmas. E outras, engraçadas e de fantasmas. Uma moça brincava que o fantasma da fazenda estava apaixonado por uma senhora. Havia ainda uma bonita placa esculpida numa madeira estampando as letras: “MST”. Chegaram outros carros e pudemos assistir de outro ângulo a chegada de alguém na fazenda.

Saímos dali e fomos observar as belezas da fazenda, várias fotografias lindas. As horas foram passando e às 4h00 em ponto ouvimos uma sirene. Ficamos preocupados, não havia ninguém do movimento conosco. Na sequência fogos de artifício, imaginamos que a Polícia Militar deveria ter se antecipado. Não era. Apenas o momento de todos acordarem e se preparar para aquele dia. Por volta das 5h00 estavam praticamente todos prontos.

Desci acompanhar novamente a entrada. Quando estava tomando um chimarrão, ouvimos um grito que dizia que alguns bois tinham se soltado e estavam descendo em nossa direção. Uma tensão que logo se aliviou quando foi constatado que o alarme era falso. Alguns que já estavam com bastante sono imediatamente acordaram. Pouco tempo depois, começaram a descer os primeiros carros. Estavam a caminho da BR-277.

Os líderes do movimento haviam avaliado que era mais prudente aguardar a chegada da Polícia Militar nas proximidades da rodovia, tendo em vista que desta forma se daria uma visibilidade maior aos fatos evitando ficar encurralados no interior da propriedade evitando um confronto violento. Outra medida tomada foi escalar uma Comissão de Negociação para auxiliar no processo de conversa com o comando da Polícia Militar com o mesmo objetivo, de evitar confronto.

Fui um dos escalados para esta tarefa. A primeira conversa, com a Polícia Rodoviária Federal, transcorreu com certa tranquilidade. Passaram-nos a preocupação com a segurança das pessoas pois tratava-se de uma rodovia de trânsito rápido. Solicitamos a eles que intermediassem uma conversa com o comando da PM. Algum tempo depois nos falaram que o comando da PM se dirigiria a nós para a conversa.

Nossa reivindicação era de que a conversa ocorresse antes da chegada do comboio fortemente armado e equipado. Queríamos que houvesse uma conversa com o comando da PM no sentido de planejar pacificamente como se daria a resolução daquela situação, os prazos, condições de transporte e locais para que aas famílias pudessem ser alojadas. Eram famílias que ali estavam e assim naturalmente muitas crianças.

Surgiram os primeiros raios de sol e com eles a Tropa de Choque com suas bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Antes de qualquer negociação pacífica, chegaram de maneira abrupta e violenta. Tão abrupta que me encaminhava junto aos demais membros da Comissão de Negociação para falar com o comando da PM e fomos surpreendidos por tamanha brutalidade. No meio dessa confusão toda, acabamos separados dos demais membros da comissão.


Ficamos, eu e dois outros companheiros impedidos de retornar para o lado do movimento. Não nos deixavam passar. Assistimos então de perto, o sadismo no olhar de alguns policiais. Vimos também o despreparo de alguns agrupamentos confusos para colocar suas máscaras. Nossos olhos ardiam, a quantidade de bombas de gás lacrimogêneo que foram arremessadas para o lado do movimento foi excessiva. Percebemos isso quando os próprios policiais se surpreenderam.



Ouvíamos os tiros das balas de borrachas e ficamos muito aflitos de maneira que não conseguíamos enxergar, devido à excessiva quantidade de fumaça das bombas, para saber se ao menos as crianças estavam protegidas. A truculência da polícia era assustadora. Não paravam de chegar viaturas, ônibus, uma operação grandiosa. Meu companheiro chegou a comentar que aquela desproporção toda lembrava muito a violência com que Israel trata o povo palestino.



Os meios de comunicação convencionais começavam a chegar e ficavam ali também impedidos de passar. Não puderam retratar as cenas de maior truculência e brutalidade. Queríamos estar do outro lado, a preocupação aumentava na mesma proporção das bombas e balas. De qualquer forma percebemos que poderia ter um lado positivo em estar daquele lado: Denunciar através de entrevistas ao vivo o outro lado da história que até aquele momento só tinha um narrador.


As denúncias provavelmente foram muito importantes para impedir o pior. Um dos advogados, que havia vindo de Cascavel, se encarregou desta tarefa e foi ouvido por praticamente todos os jornalistas que ali se faziam presentes. Conseguimos o primeiro contato com o outro lado e fomos informados de que aquela ali era apenas uma parte das tropas, muitos outros policiais entraram pelo outro lado da propriedade. Era ali desenhada a mais pura atuação do aparelho repressor do estado burguês.


Por sorte, encontramos alguns moradores vizinhos da fazenda que queriam ir para casa e nos convidaram para atravessar um extenso milharal. Como o companheiro advogado já havia dado todas as entrevistas necessárias, resolvemos atravessar. Podia ser perigoso, mas era necessário. Não podíamos ficar aguardando até a hora que a Polícia Militar resolvesse liberar nossa passagem. Precisávamos nos juntar aos demais companheiros e auxiliar no que fosse preciso.

Atravessamos o milharal e encontramos nosso carro. Como uma mão lava a outra, deixamos o casal de vizinhos muito simpáticos em sua residência e nos dirigimos rumo à Fazenda Santa Maria. Fomos parados no caminho, dissemos que éramos da Comissão de Negociação, pediram para que aguardássemos o comboio com vários caminhões e máquinas retroescavadeiras prontas a derrubar os barracos. Seguimos viagem logo atrás do comboio.

Na entrada da fazenda, mais uma barreira policial. Fizemos contato com os demais membros da comissão que já estavam negociando com os coronéis da PM. Aguardamos um pouco e conseguimos entrar. Pediram nossos documentos e tiraram fotos. Naquele momento, estavam organizando um cadastro com as famílias. Víamos no rosto das pessoas um olhar de tristeza, mas tínhamos certeza de que sabiam que aquela era apenas uma batalha e que a luta não acabava ali.

Acompanhamos a retirada dos documentos do movimento. O coronel ao perceber que nossa equipe estava filmando até se fez de bonzinho, dizendo que se interessava em aprender mais sobre o movimento e perguntou se podiam dar um livro para ele. Um drone da Polícia Científica sobrevoava o acampamento fazendo imagens que foram depois gentilmente cedidas para a Rede Globo. Filmava as famílias desmontando seus barracos com pressa já que o prazo era curto.


Aguardamos a chegada da outra equipe que nos substituiria. Ao contrário dos policiais, que tinham uma grande estrutura de alimentação montada, estávamos com fome. No final, tenho certeza de que vivenciar a experiência real é bem mais forte do que as mais aprofundadas leituras. Não que essas leituras não sejam fundamentais, mas a vivência prática complementa a teoria de maneira valiosa. Nunca esquecerei esses momentos. Dão-nos mais energia e disposição para a luta revolucionária.


Fotos: ) Coletivo Mídia Livre (


domingo, 13 de dezembro de 2015

Pobres consciências egoístas



Talvez esteja mesmo ficando sem saco para os reacionários. Talvez seja um dos efeitos do acirramento da luta de classes em curso em nosso país. Talvez.


Tenho lado e não fujo da luta. Assim como da luta de ideias. Aos que não entendem o que penso, a sociedade que sonho e tento construir a cada dia, tenho paciência em explicar. Não quero os obrigar a acreditar nas mesmas coisas que eu. Aos que não conseguem sequer ouvir o que tenho pra dizer e pensam que podem impor seus conceitos de maneira sectária, tenho pena. Pobres consciências egoístas.


Quero seguir tendo o direito de acreditar num mundo mais justo e humano onde o ser possa realmente exercer a plenitude de seu intelecto, sendo livre e não escravo do capital.


Nunca foi fácil ser comunista. Lutar contra a podridão capitalista, o envenenamento midiático diário e a alienação não é tarefa simples. Mas os comunistas se agigantam diante das mais penosas dificuldades. Foi assim no passado e será assim neste momento de ameaça golpista. Honraremos o sangue dos nossos heróis mortos durante a ditadura militar e não permitiremos retrocessos antidemocráticos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Estamos esquecendo a lógica?

Antes de tudo um aviso importante, talvez o que você vai ler aqui seja completamente diferente das informações que geralmente tem acesso através das mídias convencionais, mas peço que leia até o final. Não proponho aqui uma discussão acadêmica e nem um julgamento moral dos acontecimentos. Usarei apenas a boa e velha lógica.

Vale pontuar que manifestar alguma indignação sobre as ações deste ou daquele governo é absolutamente legítimo. Reivindicar direitos e melhorias também. O que não pode ser considerado legítimo é manifestar-se contra o direito de se manifestar.  Ou seja, manifestar-se contra a democracia. Pedir com sua manifestação o fim de todas as outras.  Embora beire o absurdo, foi exatamente isto o que ocorreu muitas vezes no dia de ontem.

Assistimos à manifestação dos que não querem mais ter o direito de se manifestar. Isso mesmo, embora difícil de compreender para quem quiser se utilizar da lógica. Alguns cartazes pediam por uma intervenção militar. Parece que alguns esqueceram ou nunca estudaram sobre a história do Brasil. Já passamos por isto e não foi nada bom. Com o apoio da CIA, os militares chegaram ao poder em 1964 e seguiram exatamente a cartilha de Washington. Muitos dos meios de comunicação que hoje manipulam certas informações são os mesmos que apoiaram a Ditadura Militar. Derrotamos este regime com muito sangue derramado.

Também com muita luta que se deu a criação da Petrobras. Os mesmo jornais que hoje fazem campanha para desestabilizá-la são os que foram contra a sua criação. Os derrotados naquele momento nunca desistiram de nosso petróleo. Sofreram um duro golpe quando recentemente foi aprovado o regime de partilha. Este alvoroço todo em relação à Petrobras tem como pano de fundo a briga por nosso petróleo. Não estou aqui afirmando que não exista corrupção, mas sim da utilização disto como arma política.

A Petrobras é a única empresa no mundo que possui suas reservas e produção continuamente aumentadas. O regime de partilha garante o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas profundas. Estes fatos incomodam bastante suas principais concorrentes e por isso, visam enfraquecê-la para tentar privatizá-la e se isso não der certo, ao menos revogar o regime de partilha. O petróleo é um recurso estratégico na geopolítica mundial e isto não pode passar despercebido.

A manipulação midiática é incentivada pelos interesses da oligarquia financeira internacional e não é exclusividade do Brasil. Pode ser facilmente percebida ao nosso redor, exemplos não faltam. Vale citar o golpe “moderno” que o Paraguai sofreu no ano passado, a desestabilização forçada dos governos na Argentina e na Venezuela. Estas forças não suportam mais um governo que reparta de maneira um pouco menos desigual as riquezas nacionais e se aproveitam dos que se incomodam de ver os filhos das empregadas virando doutores ou andando de avião.

O sistemático afastamento das pessoas da política, através da demonização da mesma e a falta de interesse em se estudar história, vem dando os seus frutos. Não é de interesse da oligarquia financeira internacional que o povo se eduque. Quanto mais embaralhadas as informações melhor. Quanto mais confusão se fizer na cabeça das pessoas mais fácil para manipulá-las.


Desta maneira estamos vivendo uma espécie de sociedade “zumbi-papagaio” que apenas repete as informações que lhes são passadas sem nenhum tipo de contestação ou avaliação mais crítica, como se estivessem sendo hipnotizadas. Chega-se ao absurdo de se utilizar a bandeira do Brasil e vestir-se de verde e amarelo para na verdade representar os mais escusos interesses antinacionais e entreguistas. Chega-se também ao cúmulo de se pedir em manifestações que nenhuma outra manifestação aconteça. Isto indiscutivelmente não tem lógica.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Estudantes da CEU em luta pela continuidade das reformas

Algum tempo sem me manifestar. Talvez esteja de volta. Chego em Curitiba e vou para a CEU - Casa do Estudante Universitário. Dou de cara com o início de um ato de "aniversário" dos 1000 dias da prometida reforma da Casa com as obras paralisadas.

Sempre é bom ver os estudantes em luta, nos enche de esperanças de que podemos transformar a realidade. Os bravos guerreiros fecharam uma das principais ruas da cidade e resistiram mesmo quando a polícia chegou. Com palavras de ordem, exigiam a continuidade das obras e culpavam o ex-prefeito Beto Richa pelo descaso.


O ato, que foi um sucesso, terminou com o morador da Casa e presidente da combativa UPE (União Paranaense dos Estudantes), Paulo Moreira da Rosa Jr., saudando aos policiais que entenderam as justas reivindicações estudantis. Claro que uma tirada, pois na realidade vontade de abafar a mobilização não faltou, mas sim número para a repressão.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sala de espera

Entraram no consultório. Os dois muito bem arrumados. Ele no telefone. Ela, com a chave do carro pendurada na bolsa e sendo atendida pela secretária. A xuxinha preta de amarrar o cabelo loiro cai. São chamados para a consulta. O Dr. já os aguardava. Na volta, ele junta xuxinha do chão e devolve na recepção. Ela volta na recepção pegar a xuxinha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Garantir o projeto de desenvolvimento nacional

Vivemos um periodo de grandes transformacoes economica, social e politica. Na economia, após duas decadas de estagnacao, voltamos a crescer, encontrando o equilibrio macro-economico e reduzindo nossa vulnerabilidade externa. Os programas de distribuicao de renda e o aumento das ferramentas de democracia demonstram um pouco as transformacoes nas areas social e politica.

Os antigos periodos de expansao da economia brasileira frustraram as esperancas do povo pois as vezes concentravam riqueza ou estavam acompanhados da inflacao, por vezes traziam um endividamento externo ou interno ou ainda sufocavam a democracia.

Um pais do tamanho do Brasil sempre ficou relegado a um papel menos importante na economia mundial, apesar de suas imensas riquezas naturais. Na verdade, tais riquezas serviram aos interesses das elites entreguistas e conservadoras apoiadas pelos paises ricos. Nos anos 90 os investimentos produtivos foram reduzidos, com restricoes no parque industrial e infra-estrutura de energia e transportes comprometida, o que debilitou as empresas estatais e abriu a porta para as privatizacoes. O Brasil era programado para ser pequeno.

No governo Lula passamos a viver outro momento, com crescimento do PIB, expansao do emprego formal, aumentos reais do salario minimo, transferencia de renda, controle da inflacao, ampliacao do credito, medidas para a reforma agraria e agricultura familiar, aumento do comercio exterior e reconstrucao da infra-etrutura.

Essas medidas impulsionaram a formacao de um grande mercado de bens de consumo popular, que nos protegeu dos efeitos devastadores da crise mundial, auxiliados pela saude de nosso sistema bancario e pelas reservas internacionais acumuladas. Diferente de crises anteriores, o Brasil enfrentou com seguranca seus efeitos.

Com todos esses fatores e uma politica externa ativa, privilegiando as relacoes com a America Latina e o sul do mundo, passamos a ser admirados e a ter papel de destaque no mundo. Ao contrario da politica de subserviencia de antes, passamos a redefinir soberanamente nossa relacao com os paises desenvolvidos priorizando o interesse nacional e a solidariedade com os paises pobres e em desenvolvimento.

Assim, o momento eleitoral deve ser encarado com toda a energia, entendendo nosso papel como protagonistas do projeto de desenvolvimento nacional que não deve ser abandonado mas pelo contrario, ser tido como prioridade para que nosso pais assuma definitivamente seu papel de destaque no cenario geopolitico mundial e seja generoso com seus filhos.

Esta não e a primeira vez que forcas politicas que representam o projeto das camadas mais populares chegam ao poder. Aconteceu no governo de Joao Goulart, e justamente por isso que a elite, representada pelo Exercito, jogou mais uma vez a favor dos interesses imperialistas e deu um golpe de estado no governo Jango.

Diferente de 64, hoje as elites não reunem condicoes objetivas e nem subjetivas para articularem um possivel golpe. Mas a sede por poder ainda continua grande entre os conservadores, afastados desde o final de 2002 do poder central do pais, sonham com o retorno ao Palacio do Planalto para porem em pratica suas politicas de enfraquecimento do papel do estado.

Portanto a batalha não sera facil, a direita raivosa, representante dos interesses da burguesia entreguista nacional ainda e poderosa. Detentora dos meios de comunicacao e com poder financeiro muito grande, a disputa não sera facil. Deve ser encarada pela juventude como a grande batalha de nossa geracao, que deve deixar bem claro que a disputa e por um ou por outro projeto, os dois bem conhecidos da populacao brasileira.


P.S> Desculpem pela acentuacao, teclado desconfigurado.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A construção é pela Cultura

Deveria escrever sobre o início da Copa do Mundo, seguindo as tendências de todos os comunicadores do momento, mas o fato é que...

Acabo de chegar da Fartal. Mais exatamente do show do Pedra Letícia. A Fartal é a feira em comemoração ao aniversário da cidade de Foz do Iguaçu, que completou 96 anos no último dia 10. O show já tinha boas credenciais pois tocaram na Calourada do Amor, organizada pela "Chapa Quente, o Bonde do Amor", do DCE da UEM.

Não sei se já disse por aqui mas adoro rock n`roll e os caras mandaram bem. Além de grandes músicos, são animados e tem uma excelente interação com o público. E é ae que gostaria de chegar.

Tanta interação com o público e animação porém grande parte do público estava do lado de fora. O preço para assistir ao show pelo que ouvi era de dez reais ou vinte o camarote. Mas a discussão central não é o valor das entradas. O que precisa ser discutida em suas peculiaridades e em maior profundidade é a nossa política municipal de cultura.

A discussão desse tema passa necessariamente pela consolidação de ferramentas como o Sistema Municipal de Cultura e a concepção de qual será a visão de cultura na qual queremos construir. Para ser mais específico, a quem a cultura realmente favorece.

Como não é novidade, o pano de fundo é sempre o mesmo e não poderia deixar de ser em se tratando de cultura. Pode ser empregada para refletir as características de um povo ou para satisfazer interesses econômicos. Em se tratando de capitalismo não é novidade que seja mais fácil privilegiar tais interesses.

Queria uma feira diferente. Não vou aqui descrever uma feira ideal, até porque para que me contente bastante, seria necessária uma feira em outro tipo de sociedade. Uma feira em que as crianças brincassem em quantos brinquedos quisessem e comessem o que gostassem, desde que fizesse bem. Não vou entrar em detalhamentos maiores, quanto mais me aprofundar talvez mais utópico esteja sendo.

Mas tendo em vista as condições objetivas atuais, acredito que pudéssemos fazer da festa do aniversário de nossa cidade, no mínimo, uma festa realmente popular. Uma comemoração do povo iguaçuense, que com as mãos muitas vezes calejadas constrõem essa maravilhosa cidade. Novamente, em se tratando de capitalismo, não é novidade que uma classe seja privilegiada enquanto a outra rala.

Ir na contracorrente é que seria novo. Empregar a cultura como forma de expressão e identificação dos povos, servindo para entendermos mais e melhor as realidades e auxiliar no processo de evolução do pensamento humano. É aí que entram ferramentas importantes como o Sistema Municipal de Cultura, que cria um cadastro municipal dos "fazedores" de cultura, um conselho municipal de políticas culturais e um fundo municipal de cultura.

Assim estaremos criando os primeiros passos para o entendimento da cultura não apenas como um simples negócio ou como circo, mas como ferramenta essencial para a construção de valores essenciais para formarmos um "novo homem", sem vícios, preconceitos, vaidades ou ganância e acima de tudo, com muito amor pela humanidade e pela vida.

domingo, 16 de maio de 2010

Agora é o DCE da UEL de cara nova!

Foram 1387 votos. 981 para a chapa "UEL de Cara Nova" e 386 para a chapa "Mais vale o que será". A vitória para o DCE é o coroamento de um trabalho que começou a ser feito desde a nossa mobilização para o Congresso da UPE, em que rodamos todos os Centros Acadêmicos e identificamos que o antigo DCE não fazia relação com praticamente nenhum deles, ficando restrito a apenas um ou outro. A gestão era por demais afastada dos estudantes.

Certo dia veio um daqueles chatos "donos da verdade" e disse que eu não tinha direito de estar fazendo movimento estudantil dentro da UEL, pois lá era o espaço deles e eu não tinha legitimidade para fazer. Se as principais e históricas entidades do movimento estudantil brasileiro não tem legitimidade para conversar com os Centros Acadêmicos, quem tem? Os mesmos que por toda uma gestão o máximo que conseguiram aglutinar foi um único centro de estudos?

Mal sabia o chato que eu há cerca de um mês "morando" na UEL tinha conversado com muito mais estudantes e Centros Acadêmicos do que ele e toda a gestão do DCE em todo o tempo em que estavam em mandato.

Essa vitória tem um sabor especial. Não de vingança, mas de certeza de dever cumprido. De que todas os dias em que deixemos de lado nossos afazeres pessoais e políticos em nossas cidades foram recompensados. Significa que o trabalho estava certo e coerente. Não enganamos ninguém, inclusive desenganamos os estudantes daqueles que tentaram os manipularem. Prova ainda que nossa política é a mais acertada.

E essa mesma política acertada ganhou os corações e mentes de um time da mais alta qualidade que continuou esse processo. Parabéns Patrick, Tika, Thais, Gabriel, Vinicius, Claudinha e a todos que de uma forma ou de outra ajudaram a construir essa nova realidade. Agora é UEL de cara nova!