terça-feira, 27 de julho de 2010

Garantir o projeto de desenvolvimento nacional

Vivemos um periodo de grandes transformacoes economica, social e politica. Na economia, após duas decadas de estagnacao, voltamos a crescer, encontrando o equilibrio macro-economico e reduzindo nossa vulnerabilidade externa. Os programas de distribuicao de renda e o aumento das ferramentas de democracia demonstram um pouco as transformacoes nas areas social e politica.

Os antigos periodos de expansao da economia brasileira frustraram as esperancas do povo pois as vezes concentravam riqueza ou estavam acompanhados da inflacao, por vezes traziam um endividamento externo ou interno ou ainda sufocavam a democracia.

Um pais do tamanho do Brasil sempre ficou relegado a um papel menos importante na economia mundial, apesar de suas imensas riquezas naturais. Na verdade, tais riquezas serviram aos interesses das elites entreguistas e conservadoras apoiadas pelos paises ricos. Nos anos 90 os investimentos produtivos foram reduzidos, com restricoes no parque industrial e infra-estrutura de energia e transportes comprometida, o que debilitou as empresas estatais e abriu a porta para as privatizacoes. O Brasil era programado para ser pequeno.

No governo Lula passamos a viver outro momento, com crescimento do PIB, expansao do emprego formal, aumentos reais do salario minimo, transferencia de renda, controle da inflacao, ampliacao do credito, medidas para a reforma agraria e agricultura familiar, aumento do comercio exterior e reconstrucao da infra-etrutura.

Essas medidas impulsionaram a formacao de um grande mercado de bens de consumo popular, que nos protegeu dos efeitos devastadores da crise mundial, auxiliados pela saude de nosso sistema bancario e pelas reservas internacionais acumuladas. Diferente de crises anteriores, o Brasil enfrentou com seguranca seus efeitos.

Com todos esses fatores e uma politica externa ativa, privilegiando as relacoes com a America Latina e o sul do mundo, passamos a ser admirados e a ter papel de destaque no mundo. Ao contrario da politica de subserviencia de antes, passamos a redefinir soberanamente nossa relacao com os paises desenvolvidos priorizando o interesse nacional e a solidariedade com os paises pobres e em desenvolvimento.

Assim, o momento eleitoral deve ser encarado com toda a energia, entendendo nosso papel como protagonistas do projeto de desenvolvimento nacional que não deve ser abandonado mas pelo contrario, ser tido como prioridade para que nosso pais assuma definitivamente seu papel de destaque no cenario geopolitico mundial e seja generoso com seus filhos.

Esta não e a primeira vez que forcas politicas que representam o projeto das camadas mais populares chegam ao poder. Aconteceu no governo de Joao Goulart, e justamente por isso que a elite, representada pelo Exercito, jogou mais uma vez a favor dos interesses imperialistas e deu um golpe de estado no governo Jango.

Diferente de 64, hoje as elites não reunem condicoes objetivas e nem subjetivas para articularem um possivel golpe. Mas a sede por poder ainda continua grande entre os conservadores, afastados desde o final de 2002 do poder central do pais, sonham com o retorno ao Palacio do Planalto para porem em pratica suas politicas de enfraquecimento do papel do estado.

Portanto a batalha não sera facil, a direita raivosa, representante dos interesses da burguesia entreguista nacional ainda e poderosa. Detentora dos meios de comunicacao e com poder financeiro muito grande, a disputa não sera facil. Deve ser encarada pela juventude como a grande batalha de nossa geracao, que deve deixar bem claro que a disputa e por um ou por outro projeto, os dois bem conhecidos da populacao brasileira.


P.S> Desculpem pela acentuacao, teclado desconfigurado.

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