sábado, 22 de setembro de 2007

Manifesto Comunista

Doze dias calado. As vezes é incrível pensar que nos momentos em que mais tenho preocupações é que me surge a tal vontade de escrever. Tenho prova de Pontes na segunda-feira. Considero essa matéria a mais difícil de todo o curso de Engenharia Civil. Pra última prova, estudei por dezesseis horas, não tinha como ter ido mal. Tirei 100. Pra prova de segunda-feira, pretendo estudar as mesmas dezesseis horas. Pra dar sorte, também não vou fazer a barba. Faltam apenas dez horas. Trechos do Manifesto Comunista e comentários a respeito.

“A história de todas as sociedades até o presente é a história da luta de classes.”

Burgueses de um lado proletários de outro. Mas afinal quem é burguês e quem é proletário? Os burgueses são aqueles que detém os meios de produção. Já os proletários, necessitam vender sua força de trabalho para sobreviverem. Ainda confuso. Os burgueses podem viver de lucros de seus investimentos, sem a necessidade de trabalharem. Já os proletários se obrigam a trabalhar para sustentarem sua família. Meu pai não sabe, mas faz parte do proletariado.

“O poder estatal moderno é apenas uma comissão que administra os negócios comuns do conjunto da classe burguesa.”

Pois bem, na sociedade burguesa o estado nada mais é do que o regulador das atividades da burguesia. A polícia, para proteger o patrimônio dos grandes capitalistas.

“Mas a burguesia não forjou apenas as armas que lhe trazem a morte; ela produziu também os homens que portarão essas armas – os operários modernos, os proletários.”

“Uma pequena fração da classe dominante se desliga dela e se associa à classe revolucionária, à classe que traz o futuro em suas mãos. Por isso, assim como outrora uma parcela da nobreza passou para a burguesia, uma parcela da burguesia passa agora para o proletariado, e notadamente uma parcela dos ideólogos burgueses que se alçaram à compreensão teórica do movimento histórico em sua totalidade.”

Os grandes pensadores do socialismo, em sua maioria saíram do seio da classe burguesa, estudando e entendendo a realidade, para construir uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem.

“Todos os movimentos até o presente foram movimentos de minorias ou em proveito de minorias. O movimento proletário é o movimento autônomo da maioria esmagadora em proveito da maioria esmagadora.”

“A burguesia é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar aos seus escravos uma existência mesmo no âmbito da escravidão, porque ela é obrigada a deixá-los descer a uma situação em que ela tem de alimentá-los, em vez de ser alimentada por eles. A sociedade não pode mais viver sob a burguesia, isto é, a vida desta não é mais compatível com a sociedade.”

“A condição essencial para a existência e para a dominação da classe burguesa é a acumulação da riqueza em mãos privadas, a formação e a multiplicação do capital; a condição do capital é o trabalho assalariado. O trabalho assalariado assenta-se exclusivamente sobre a concorrência dos operários entre si. O progresso da indústria, de que a burguesia é o representante indolente e apático, substitui o isolamento dos operários, que se dá através da concorrência, pela sua união revolucionária através da associação. Com o desenvolvimento da grande indústria, subtrai-se portanto à burguesia a própria base sobre a qual ela produz e apropria-se dos produtos. Ela produz em primeiro lugar o seu próprio coveiro. A sua derrocada e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.”

Agradeço a todos que colaboraram nas discussões desta tarde do Grupo de Estudos Marxistas a respeito do Manifesto Comunista.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tristes notícias deturpadas!

Falar mal da UNE também não né Martinez... a seguir resposta dada na Comunidade DCE UDC.

Não vou me ater a responder essa avalanche denuncista, tendo em vista que isso já foi mto bem feito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu site Conversa Afiada, onde fez uma seleção de títulos de “reportagens” do Globo, da Folha e do Estadão, que configuram, em seu conjunto, o trabalho golpista da mídia conservadora brasileira.
Mas a matéria que diz respeito a UNE, como militante do movimento estudantil, darei seu devido esclarecimento.
As verbas a que a notícia se refere de forma denuncista e apelativa, são em sua maioria utilizadas para atividades culturais e projetos como o CUCA (Centros Universitários de Cultura e Arte) que podem vir a ser Pontos de Cultura, promovendo oficinas com diversas atividades e que possibilita acesso não somente a estudantes. Como exemplo, temos o CUCA-PR, que funciona no Casarão da UPE em Curitiba, oferecendo oficinas de Teatro, Música e Inclusão Digital.
Deve-se deixar claro que a UNE não recebeu de maneira direta as verbas do governo federal. o que fez foi se beneficiar de patrocínios de diversos órgãos do governo para realizar atividades, como a Bienal de Arte Ciência e Tecnologia ocorrida no início desse ano no Rio de Janeiro, com o tema Brasil-África: Um Rio Chamado Atlântico.
Percebe-se o caráter da matéria que omite as informações de que esse foi o maior evento artístico da juventude brasileira.
FHC realizou uma verdadeira abertura neoliberal em nosso país. Jamais abriu as portas ao diálogo com os estudantes, recebia com pau e polícia. A UNE foi pras ruas contra a política aplicada pelo governo. O Ministro da Educação Paulo Renato, aprovou uma medida provisória em que a Carteira da UNE não mais era a única legítima representação dos estudantes do Brasil. Com isso inúmeros estabelecimentos passaram a emitir carteiras de identificação estudantil. Isso tudo para inviabilizar financeiramente a UNE.

Ao contrário do que querem os críticos de plantão, a UNE está mais viva do que nunca, honrando seu passado de luta, transformando o presente e ajudando a moldar o futuro.
Para ver o trabalho golpista da mídia conservadora brasileira, no site Conversa Afiada: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/453501-454000/453792/453792_1.html

Auto-Construção de Habitação de Interesse Social

Pode até ser que troque o tema específico, mas gostei muito dessa área de habitação de interesse social para o meu Trabalho Final de Graduação, a seguir a introdução do meu projeto de pesquisa "Metodologia de curso para auto-construção de habitação de interesse social".

Entendendo a função social da Universidade como a de produzir conhecimento de forma a promover o desenvolvimento da cultura, da ciência, da tecnologia e do próprio homem, colocamos a pesquisa como uma atividade de investigação, avaliação crítica e de criação, referenciada necessariamente nos problemas e dificuldades apresentados pelo meio social. Neste sentido, a Universidade, além de buscar soluções para problemas presentes, deve procurar estar um passo à frente do seu tempo, trabalhando para que a sociedade em geral tenha um desenvolvimento autônomo, visando a criação, no seu seio, de condições para sua própria evolução. (PEREIRA, A.; PEREIRA, F.; SZÜCS; PERES; SILVEIRA, 2002)
Vivemos em um sistema de exploração, que a cada dia avança, acentuando as disparidades sociais e deixando milhares de pessoas na miséria. O desemprego aumenta. Postos de lado, trabalhadores tentam uma maneira de sobrevivência na construção civil. A falta de mão-de-obra qualificada é uma constante.
Segundo o IBGE, os maiores municípios brasileiros concentram 70% dos domicílios em favelas. Apenas 31,5% das prefeituras informaram ter um órgão específico para implantação de política habitacional, mas 56,2% mantém cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais e 52,9% executaram programas nessa área em 2001.
Este projeto de pesquisa tem como tema a elaboração de uma metodologia para um curso profissionalizante de mão-de-obra, qualificando-a e tornando-a apta para a Auto-Construção de habitação de interesse social.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Corrijo-me

Sempre acho algo interessante no Blog do Mino Carta, um dos maiores pensadores da esquerda brasileira... abaixo reproduzo sua mais recente postagem, trata da democratização dos meios de comunicação.

O projeto da tevê pública do governo avança. Gostaria de acentuar o que penso a respeito. Tevê pública e tevê estatal não se confundem. Esta é instituição a serviço do Estado e da Nação.


Garante-lhe a imparcialidade um conselho representativo de todos os partidos e tendência culturais. É o caso, por exemplo, da BBC ou da RAI. Não hesitam em criticar, se for o caso, o primeiro ministro. Tevê pública é diferente, e aí cabe outra distinção. As públicas, nos Estados Unidos, levantam assuntos de interesse das comunidades a que se destinam e mantém orientação apartidária. As públicas no Brasil carregam outra tradição. Digamos, a Cultura de São Paulo neste momento cuida, não sem fervor, das conveniências tucanas. E como haveria de ser de outra forma, se o governador é José Serra? Pois é, a tradição é oligárquica e patrimonialista, seria de provocar câimbras na base da língua se a Cultura, de uma hora para outra, passasse a exibir uma imparcialidade irreprochável. Agora pergunto: por que o presidente Lula cogita da tevê do governo? Parece-me alimentar o propósito de oferecer à nação um noticiário isento, ao contrário daquele servido pelas emissoras privadas. Se não me engano, ele próprio não faz mistério de suas intenções. Mas seria capaz esta tevê à beira da santidade, honesta até as últimas conseqüências, de fugir às tradições, de subvertê-las, de cancelá-las? Vamos arriscar hipóteses: que diria neste instante a respeito do caso Renan? Ou sobre o julgamento do chamado mensalão? Permito-me dúvidas, dúvidas profundas, quanto à imparcialidade desta, e de qualquer outra, tevê pública no Brazil, zil, zil. País singular, onde os jornalistas chamam o patrão de colega, onde o sindicato confecciona carteirinha para o aludido senhor, onde os congressistas, em boa parte, são donos de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.

Disse singular, e apresso a correção: único.


direto do Blog do Mino: http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/

Não nos acomodemos com o sistema!

As discussões na comunidade do DCE UDC com o amigo Thiago Martinez continuam...

Assim como o Thiago, não concordo com paralisações sem o devido diálogo.


Se os “corruptos” não foram presos é porque nada, além do grande denuncismo da mídia, foi comprovado contra eles. Os grandes meios de comunicação manipulam as informações numa atitude golpista. Assim como faz o movimento Cansei, ao qual o Martinez sugeriu a participação deste DCE, que avaliou sim o projeto, decidindo pela sua não participação, por acreditar ser esse não um movimento contra a corrupção, mas contra o governo Lula.

Em se tratando de movimento contra a corrupção, ao contrário do afirmado pelo Thiago, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fez em Brasília e nas grandes cidades do país grandes mobilizações pela apuração de todas as denúncias.

Em hipótese alguma pode-se afirmar ser o governo Lula neoliberal. Sabemos que as amarras econômicas de anos de exploração e pensamento neoliberal não são fáceis de desatar. É por isso que a UNE cobra mudanças na política econômica, como no “Fora Meirelles do Banco Central” realizado em julho na frente do Banco Central em Brasília, o qual coloco o link logo abaixo do texto para os que quiserem conferirem. A propósito, o DCE UDC, esteve representado nessa manifestação.

Também parabenizo o PDT, que junto com o PCdoB, PSB, PRB, PMN e PHS recentemente formaram o Bloco de Esquerda, não se reduzindo a um acordo meramente eleitoral, mas que vai construir um programa avançado para o país. Já o PSTU, não me assusta o seu elogio, tendo em vista que a cada dia o discurso se aproxima da direita, ao renegar por exemplo os avanços ocorridos na Venezuela. Já ao extinto PRONA, partido que se dizia tão ideológico, por uma simples cláusula de barreira, que acabou não indo pra frente, acabou por se extinguir.

Me impressiona sua forma de generalizar “bandidos(PT e PSDB)”. Acredito que tanto de um lado quanto de outro existem os maus políticos, porém generalizar é extremismo.

Agradeço o elogio e o reconhecimento de que a UNE nos anos 80 e 90 fizeram as lutas do lado do povo. Agradeço pois tenho orgulho de pertencer a União da Juventude Socialista, que estava a frente da entidade por algumas vezes na década de 80 e na totalidade da década de 90, participando ativamente das lutas do povo pelas Diretas Já e conduzindo, com o presidente Lindberg Farias, toda a movimentação dos estudantes caras-pintadas em 1992, em conjunto com a UBES.

Também me entristece ver jovens, como nós, acomodados com o sistema.

Saudações Estudantis!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

DCE UDC pela reestatização da Vale do Rio Doce

Acabo de receber e-mail do presidente do DCE UDC, Sérgio Santander a respeito do plebiscito pela reestatização da Vale do Rio Doce, o qual reproduzo na íntegra.






O plebiscito sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce é um acontecimento histórico. A empresa foi um dos pilares do Brasil moderno criado pela "era Vargas", parcialmente destruído pela "era FHC". Defender a volta da Vale do Rio Doce como empresa estatal é defender o Brasil.
Em maio de 1997, em pleno auge da "era FHC", uma pesquisa divulgada por ninguém menos do que a revista Veja mostrou que 50% dos entrevistados discordavam da privatização da Vale do Rio Doce — contra 30% que apoiavam e 18% que não tinham opinião. Ou seja: sete de cada 10 brasileiros não estavam de acordo com uma ação que foi considerada um marco do modelo liberalizante que avassalou o país. E metade dos brasileiros estava simplesmente contra. O resultado reflete a memória nacional.

A fraudulenta privatização da Vale do Rio Doce se insere quando os neoliberais pregaram à exaustão que o programa de desestatização era fundamental para abater a dívida pública — que ao invés de diminuir cresceu assustadoramente. A verdade aparece quando se observa com atenção alguns dados da privatização desta empresa-símbolo da soberania nacional.
Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, os mandantes e executores do processo esconderam que o consórcio vencedor não manteria o centro das decisões da empresa, de fato, no Brasil. Comportaram-se como se essa não fosse uma questão relevante — quando na verdade é fundamental em se tratando de uma empresa estratégica para a economia nacional. A premissa de que a nacionalidade do controle das empresas estratégicas é fundamental é própria dos democratas e patriotas.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento também se concentram fortemente na base nacional das empresas. Uma pesquisa feita por dois economistas da Universidade de Sussex, Pari Patel e Keith Pavitt, mostrou que as companhias da Alemanha, do Japão e dos Estados Unidos realizavam sempre menos que 15% da sua atividade tecnológica fora do país de origem. É na base nacional que a mão-de-obra é treinada para tarefas mais adiantadas, mais sofisticadas.Na "era FHC", a Vale do Rio Doce — assim como todo o setor público — vivia sob achincalhe de figuras importantes do governo. Luiz Carlos Mendonça de Barros, por exemplo — que hoje se vangloria de ter ficado rico "graças a Deus e aos juros de Pedro Malan" — disse, quando era presidente do BNDES, que a Vale do Rio Doce deveria ser fatiada para ser vendida em pedaços. São fatos da história do Brasil que justificam perfeitamente uma batalha sem trégua pela reestatização da Vale do Rio Doce.

A direita anda mesmo raivosa

Resproduzo abaixo, a reposta dada na Comunidade do DCE UDC ao Thiago Martinez (Ex-Tesoureiro Geral / Ex-PRONA / PV)

Ando numa correria com o meu Trabalho Final de Graduação, mas não posso deixar passar despercebido esse tipo de afirmação. Os que me conhecem sabem que não sou Lulista, mas sou socialista e acredito que este seja um governo avançado, apesar de alguns pontos negativos. Devemos ter coerência em avaliar o mandato, não podemos cair na besteira de apenas criticá-lo maldosamente a qualquer preço, como faz a grande mídia.
A direita raivosa bem que poderia ser mais criativa e bater em algo novo. Mas entendo, 8 anos fora do poder central do Brasil, deve ser bem penoso para os que estão do lado dos grandes latifundiários e do restante da burguesia.
O exemplo de ética a que o presidente se refere, são as investigações da Polícia Federal. O aumento de efetivo e das condições de trabalho para a Polícia poder a cada dia desmantelar mais e mais indícios de corrupção e outros crimes. Nunca a PF trabalhou tanto. Isso é fato, não apenas divagações e falsas coclusões acerca de palavras pronunciadas.
É uma insanidade pensar que a corrupção no Brasil surgiu nesse governo. É que ao contrário de governos passados, esse deixa que se investigue e não faz como em São Paulo, onde inúmeras denúcncias contra o governo estadual vem sendo engavetadas, sem sequer serem devidamente investigadas. Pode-se citar como exemplo, ae sim muito mais grave, a venda da Companhia Vale do Rio Doce, que essa semana está havendo um plebiscito popular para que se anule o seu leilão. Não se sabe a quais interesses o governo de FHC vendeu a preço de banana essa tão importante e estratégica empresa brasileira.
É público e notório que o PT cometeu erros, e deve sim se desculpar por eles. Que fique claro que os erros se limitam a dinheiros de campanha mal administrados. Mas transformar tais erros em notória avalanche de denuncismo para tentar derrubar o presidente são indícios de que a direita golpista está atenta, pois nas urnas, já sofreram uma derrota imponente, onde o povo fez valer sua vontade de ver o país nos rumos do desenvolvimento.

Só para clarear: Infelizmente o Lula não é de esquerda, mas de centro.

domingo, 2 de setembro de 2007

Churrasco e Política

Domingo em família. Churrasco na casa dos amigos dos pais. Gosto muito dos debates que acontecem. Da pena de morte e redução da maioridade penal até as concessões de televisão. Uma mentira repetida várias vezes tenta virar realidade.
Não acredito que devamos aumentar as medidas punitivas, o efetivo policial, a repressão como um todo. O problema é estrutural. Não solucinaremos um grave problema social e econômico de uma sociedade doente com mais repressão e violência. Acredito na evolução do pensamento humano.
Na Venezuela, uma emissora golpista perdeu a sua concessão. Acusam o presidente Chávez de ditador cruel. Esquecem que esse ditador tem o apoio e foi eleito pela ampla maioria da população que mais carece do estado. Esquecem também que existe uma ideologia defensora dos interesses da classe dominante, e que os grandes meios de comunicação seguem a risca. Daí a necessidade urgente da democratização dos meios de comunicação.

sábado, 1 de setembro de 2007

Nasce um Blog!

Sempre acreditei no poder das palavras. Para promoverem o bem e a justiça. O equilíbrio de todas as coisas. Nunca fiz um Blog. Esperando alguém especial é que surge o primeiro.