sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Comuna de Paris



O primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa por ocasião da resistência popular ante à invasão alemã. A Comuna de Paris adotou uma política de caráter socialista, baseada nos princípios da Primeira Internacional.

O governo revolucionário foi formado por uma federação de representantes de bairro (a guarda nacional, uma milícia formada por cidadãos comuns). Uma das suas primeiras proclamações foi a "abolição do sistema da escravidão do salário de uma vez por todas". A guarda nacional se misturou aos soldados franceses, que se amotinaram e massacraram seus comandantes. O governo oficial, que ainda existia, fugiu, junto com suas tropas leais, e Paris ficou sem autoridade. O Comitê Central da federação dos bairros ocupou este vácuo, e se instalou na prefeitura. O comitê era formado por Blanquistas, membros da Associação Internacional dos Trabalhadores, Proudhonistas e uma miscelânea de indivíduos não-afiliados politicamente, a maioria trabalhadores braçais, escritores e artistas.

Eleições foram realizadas, mas obedecendo à lógica da democracia direta em todos os níveis da administração pública. A polícia foi abolida e substituída pela guarda nacional. A educação foi secularizada, a previdência social foi instituída, uma comissão de inquérito sobre o governo anterior foi formada, e se decidiu por trabalhar no sentido da abolição da escravidão do salário. Noventa representantes foram eleitos, mas apenas 25 eram trabalhadores, e a maioria foi constituída de pequenos-burgueses. Entretanto, os revolucionários eram maioria. Em semanas, a recém nomeada Comuna de Paris introduziu mais reformas do que todos os governos nos dois séculos anteriores combinados:


  1. O trabalho noturno foi abolido;
  2. Oficinas que estavam fechadas foram reabertas para que cooperativas fossem instaladas;
  3. Residências vazias foram desapropriadas e ocupadas;
  4. Em cada residência oficial foi instalado um comitê para organizar a ocupação de moradias;
  5. Todas os descontos em salário foram abolidos;
  6. A jornada de trabalho foi reduzida, e chegou-se a propor a jornada de oito horas;
  7. Os sindicatos foram legalizados;
  8. Instituiu-se a igualdade entre os sexos;
  9. Projetou-se a autogestão das fábricas (mas não foi possível implantá-la);
  10. O monopólio da lei pelos advogados, o juramento judicial e os honorários foram abolidos;
  11. Testamentos, adoções e a contratação de advogados se tornaram gratuitos;
  12. O casamento se tornou gratuito e simplificado;
  13. A pena de morte foi abolida;
  14. O cargo de juiz se tornou eletivo;
  15. O calendário revolucionário foi novamente adotado;
  16. O Estado e a Igreja foram separados; a Igreja deixou de ser subvencionada pelo Estado e os espólios sem herdeiros passaram a ser confiscados pelo Estado;
  17. A educação se tornou gratuita, secular, e compulsória. Escolas noturnas foram criadas e todas as escolas passaram a ser de sexo misto;
  18. Imagens de santos e outros apetrechos religiosos foram derretidos, e sociedades de discussão foram criadas nas Igrejas;
  19. A Igreja de Brea, erguida em memória de um dos homens envolvidos na repressão da Revolução de 1848 foi demolida. O confessionário de Luís XVI e a coluna Vendome também;
  20. A Bandeira Vermelha foi adotada como símbolo da Unidade Federal da Humanidade;
  21. O internacionalismo foi posto em prática: o fato de ser estrangeiro se tornou irrelevante. Os integrantes da Comuna incluíam belgas, italianos, poloneses, húngaros;
  22. Instituiu-se um escritório central de imprensa;
  23. Emitiu-se um apelo à Associação Internacional dos Trabalhadores;
  24. O serviço militar obrigatório e o exército regular foram abolidos;
  25. Todas as finanças foram reorganizadas, incluindo os correios, a assistência pública e os telégrafos;
  26. Havia um plano para a rotação de trabalhadores;
  27. Considerou-se instituir uma Escola Nacional de Serviço Público, da qual a atual ENA francesa é uma cópia;
  28. Os artistas passaram a autogestionar os teatros e editoras;
  29. O salário dos professores foi duplicado.

Fonte: Wikipédia

Sugestão: Ensinamentos da Comuna, por Silvio Costa. Muito bom!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Venezuela rumo ao socialismo!

O nível dos Blogs iguaçuenses está cada vez melhor. Gostei muito do que li no do Luiz Henrique, reproduzo o post dele abaixo. Ao lado o link do blog dele: A Vida Gira. O Mundo Segue.



Chaves vai tornar a Venezuela socialista. A classe média (apoiada na elite), agora resolveu ir para a rua dizer não! Vejo as manifestações na TV, todos juntos, de mãos dadas e bem alimentados. O que a TV não mostra é que esta gente representa apenas 12% da paupérrima Venezuela. Vivem e enriquecem, na grande maioria, às custas da manutenção da fome e da pobreza.

O capitalismo se torna abalável quando uma minoria prega a democracia e oprime a maioria. Se a exclusão não atingisse tanta gente, Chaves não seria eleito. A Venezuela deveria ter pensado nisso antes de abandonar seu povo. Agora é tarde. Os pobres estão em maior número e têm um líder digno.

Que sirva de lição: ou incluem, um dividem. Não incluíram, vão ter que dividir.



E aqui pelo Brasil, agente tem que acordar de manhã e ouvir no Bom Dia Brasil que a reforma constitucional da Venezuela é para perpetuar o Chávez no poder. Bla bla bla.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Uma entrevista

Ter um irmão mais novo às vezes é bastante interessante. Ainda mais se ele estiver naquela fase da adolescência rebelde, que não quer saber de livros, mas só de música, festa e mulheres. Gosto do Mozilla Firefox porcausa que quando você fecha o programa, ao iniciar novamente ele pergunta se você gostaria de reiniciar a sessão encerrada ou iniciar uma nova sessão. Como sou curioso, momentos atrás optei por reiniciar a sessão encerrada, então abriu-se um site que dizia assim: Revista VIP - O Prazer de ser Homem. Um site bancado pela Editora Abril abriu no meu navegador. No lado direito uma capa da Revista VIP com a capa: "A mulher mais sexy do mundo! JULIANA PAES Bicampeã! Agora loira!". À esquerda, a sesão do site: MULHERES / JULIANA PAES. Abaixando um pouco mais a página havia um link: Entrevista. Interessante. Qual será a visão de mundo de uma das celebridades produzidas pela grande mídia e que vêm de raízes da classe proletária?

COMO VOCÊ, UMA ARTISTA, VÊ ESSA POLÊMICA DA PIRATARIA DE TROPA DE ELITE?
Acho que pirataria é um problema muito maior do que as pessoas propõem. Tratam a pirataria como se fosse uma mão única, como se só o consumidor fosse o culpado, mas não existe uma política para deixar o valor das coisas mais acessível. Se você está andando na rua e vê um DVD barato, vai comprar. Não sou a favor da pirataria porque o artista tem de ganhar dinheiro, ele vive daquilo, passa meses trabalhando e aquilo tem de ser valorizado. Mas pirataria não é o que mais me incomoda no momento. É o Senado.

COMO ASSIM?
Estou para mandar fazer uma camiseta “o Senado provoca náuseas”. É como se todo dia cuspissem na nossa cara, dissessem: “Otária”. Eu pago todas as minhas contas em dia, pago à vista para não ter nenhuma dívida, e depois vejo um monte de gente fazendo voto secreto para conseguir se camuflar no meio da bagunça. E esses mesmos caras se pressionando entre si para poder liberar o Renan e votar o fim da CPMF, que já era para ter acabado.


Gostei da parte do voto secreto. Gostaria mesmo era de uma reforma política. Daí poderíamos acabar de vez com o poder que o sistema financeiro impõe sobre as decisões políticas em detrimento do povo.

Ao ver a manipulação vergonhosa que a última capa da Revista Época foi capaz de fazer fiquei estarrecido. Link aqui. Outro bom caso é o golpe de estado que a mídia da Venezuela em parceria com o alto comando do Exército tentou por lá. Link aqui. Exemplos disso não faltam aqui pelo Brasil, basta um pouco de reflexão. Legal mesmo foi quando o Brizola conseguiu aquele direito de resposta ao Jornal Nacional. Link aqui. Segundo a Wikipédia, Senso comum (ou conhecimento espontâneo, ou conhecimento vulgar) é a primeira compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. No senso comum não há análise, o senso comum é o que as pessoas usam no seu cotidiano, o que é natural, o que elas pensam que é verdade. Infelizmente, os veículos de comunicação em massa, conseguem impor um senso comum à sociedade.


Para quem quiser conferir o site: Revista VIP.
Pra quem não quiser perder tempo com isso, uma boa dica de leitura é o artigo da Deputada Federal do PCdoB, Manuela d' Ávila a respeito do filme Tropa de Elite. Link aqui.



Abraço ao camarada Rafael Brasil, leitor do blog.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Shopping

Fiz em um email enviado hoje pela manhã para uma garota muito especial, Caroline Franco, uma pequena descrição a respeito do acontecimento mais comentado atualmente em nossa cidade. Peço licença para aqui reescrever.

Agora pela manhã fui com o Andrei, que trabalha aqui comigo, na tão falada inauguração do Cataratas JL Shopping. A pulseirinha alertava: "Convidado especial para o nascimento do maior empreendimento de Foz do Iguaçu". Ao chegar a moça pergunta: Vocês são lojistas? Não. Então fiquem a vontade. Ficar a vontade as vezes é bastante complicado. Ainda mais quando se trata daquelas solenidades chatas. Já dizia uma música do Engenheiros, nossa elite burra se empanturra com biscoito fino. Biscoito fino e ruim. Não tinha refrigerante. Suco? Não tinha de laranja. Água? Tinha uma moderna com gosto de laranja. Não tive coragem de experimentar.
É engraçado ver quando a alta sociedade se reúne para esses eventos. Todas as forças políticas da cidade, os grandes empresários, alguns penetras e o povo do lado de fora, no calor iguaçuense esperando ansiosos a abertura das portas. Lá dentro, no ar condicionado bem dimensionado, todos se cumprimentam e trocam sorrisos. Alguns pedreiros da obra passam no meio da praça de alimentação, onde ocorre a solenidade, causam espanto pois estão maltrapilhos e sujos. O dono da Construtora JL fala, o prefeito também. Depois, o pastor dá a benção a todos que colocaram a mão no peito como solicitado por ele anteriormente. Não coloquei. Após a solenidade, convidam a todos para a primeira visita pelas instalações do shopping. Muito bonito, a academia proporciona uma visão maravilhosa aos que futuramente passarão horas suando nas máquinas na busca de um corpo adequado aos padrões impostos pela sociedade de consumo.
Não pode se negar o avanço que trará para a cidade. Era feio responder aos turistas que em nossa cidade não havia shopping. Mas a mistificação feita na inauguração foi exagerada, como se os problemas sociais de nossa cidade fossem praticamente aniquilados pelo novo empreendimento. A realidade para aquelas pessoas passa assustadoramente à distância. Vivem numa sociedade maquiada que o novo shopping ajuda a construir, em que os valores capitalistas são postos como os mais importantes e os valores humanistas e revolucionários são jogados ao esquecimento.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Será?

O pensamento de um homem não se reduz ao simples fato de pensar. O sabor, o cheiro, o tato e a visão são parte do convencimento da real necessidade de um indivíduo em lutar para se sentir bem. É fruto de uma grande opressão, passando por uma revolução e depois de um aconchegante sossego e felicidade, talvez não para os mesmos, mas para a humanidade. Um detalhe.
Nesse final de semana, dei-me um pouco do meu tempo a coisas que precisava fazer, como assistir um bom filme ou ler um livro. O filme, aquele da moda. Se gostei? No geral é um bom filme. O livro, aquele do Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Estou na metade, mas já entrou pra lista dos melhores que li.
Não se apegar a detalhes é muito importante.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Centro Acadêmico Egeu de Brito

Muito interessante a idéia do Centro Acadêmico de Farmácia do Anglo-Americano em homenagear o primeiro farmacêutico iguaçuense passando a chamar o CA de Egeu de Brito.
Vários amigos do Dr. Egeu até mesmo de outras cidades, vieram para prestar sua homenagem a esse pioneiro de Foz do Iguaçu.
Estou mais acostumado a discursar para a juventude. Gostei muito da experiência de falar a uma platéia de mais idade. Falei um pouco sobre o histórico da UNE, passando pela luta contra o nazismo, pela campanha do petróleo é nosso, a luta contra a ditadura, as diretas já e o fora Collor. Parecia que ao falar, aqueles senhores e senhoras reviviam um pouco daquele passado.
No final da cerimônia, um senhor e uma senhora vieram me parabenizar pelo discurso. Ambos haviam sido colegas de faculdade do Dr. Egeu.
A senhora acabou descobrindo que era minha conterrânea. Nascida também em Alegrete, ficou muito feliz em me encontrar por lá.
O senhor me contou que participava do Centro Acadêmico de Farmácia da UFRGS nos anos de 1954 e 1955. Muito legal encontrar ex-militantes do movimento estudantil com suas encantadoras histórias. Relembramos a sede da UNE, onde funcionava o CPC (Centro Popular de Cultura), que mais tarde, na Ditadura Militar, foi incendiada e demolida. Contei a ele que os estudantes, no início deste ano, haviam retomado o terreno da Praia do Flamengo e que o arquiteto Oscar Niemeyer havia doado o projeto para a construção da nova sede.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sucesso

Sucesso. É a melhor definição da atividade organizada ontem no pátio da UDC pela UJS.
Vários estudantes fizeram o seu desabafo contra a revista Veja, em especial a edição da semana passada. Bandeira, cartazes, camisetas e panfletagem intensa ajudaram a criar um clima para a homenagem aos 40 anos da morte de Che.
Ao som da música "Comandante Che Guevara", após os discursos, várias fotos do grande humanista revolucionário foram exibidas no telão.
Sucesso também na minha prova de Pontes. Tirei 90.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

UJS adverte: Veja mente!

Cada vez fico mais feliz com o movimento estudantil na UDC. Quarta-feira, na sede do DCE, estive reunido com mais de 15 lideranças estudantis indignados com a última edição da revista Veja. Combinamos que na próxima terça-feira, dia em que completam-se 40 anos da morte de Che faremos uma homenagem e um ato simbólico de protesto com relação à Editora Abril. Vamos exigir ainda a criação da CPI Abril/Telefônica e a democratização dos meios de comunicação. Segue o texto que será utilizado para panfletagem também no PTI.





Já conhecida por seu caráter partidário e conservador, a revista Veja, da Editora Abril, não se importa em baixar o nível do jornalismo para propagar mentiras e manipular informações, numa tentativa de enganar o povo brasileiro. Tenta implantar na sociedade uma maneira alienada de observação da realidade.

A edição desta semana é um claro exemplo de sua tentativa de manipular a opinião pública enaltecendo a opinião da elite que é a favor unicamente de seus próprios interesses, elegendo como inimigo e distorcendo a imagem de um dos maiores ícones de inspiração da juventude, Che Guevara. Tal edição, que traz como matéria de capa "Che – A farsa do herói" tenta desmistificar a imagem do grande revolucionário, político e pensador passando a impressão de que fosse um sanguinário disposto a matar por uma revolução "sem sentido".

A matéria mentirosa, diz ainda que Che ajudou a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, em que comidas são racionadas e os carros são velhos. Esquecem por completo que a ilha, antes de viver um regime socialista, era miserável, considerada o bordel dos americanos. Esquecem também, que Cuba sofre um brutal bloqueio econômico dos Estados Unidos, pelo qual empresas fabricantes que utilizem qualquer matéria-prima do país, são proibidos de comercializar com a ilha socialista.

Não aceitamos a manipulação desmedida de um meio de comunicação influente como a Veja, que mostra apenas o que lhe é de interesse, e que nos bastidores, por exemplo, tenta a todo custo barrar a abertura da CPI Abril-Telefônica/TVA no Congresso Nacional.
O comandante está mais vivo do que nunca, nas mentes daqueles que acreditam no fim da exploração e no desenvolvimento do pensamento humano.
Por tudo isso, no dia em que se completam 40 anos de seu brutal assassinato orquestrado pela CIA, convidamos todos a manifestarem seu repúdio a esta revista e sua editora, exigindo a democratização dos meios de comunicação e o fim da alienação dos povos pelos interesses dos poderosos detentores da mídia brasileira.
"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".
Che Guevara
TERÇA-FEIRA - 09 DE OUTUBRO
PÁTIO DA UDC - 20h30

Che Guevara e os mimos da família Civita

"Dar a patinha, rolar no chão e falar mal de tudo que cheire a povo são as eternas gracinhas da pet shop chamada Veja", ironiza o jornalista Gilberto Maringoni. Confira abaixo a íntegra de seu artigo.
Che Guevara e os mimos da família Civita

Por Gilberto Maringoni

A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.

Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento nova-iorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros.

Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Aliás, são dois os Diogos amestrados daquele - chamemos assim - lar da marginal. Vamos falar de um deles, o Diogo Schelp (tem o Mainardi, mas este fica para outra hora). O Schelp é um espécime reluzente. Dá a patinha, busca o que o dono mandar e não gosta do que os Civita não gostam. Coisa bonita de se ver. Diogo Schelp deve andar aí pela casa dos trinta anos. Tem futuro.

Cuba, Venezuela, MST etc.

Os Civita detestam tudo que cheire a povo. Externam especial repulsa por coisas como Cuba, Venezuela, MST e quejandos. Quando precisam propalar aos quatro ventos seus desapreços, chamam um dos Diogos. "Vem, Diogo, vem". E Diogo - qualquer um deles - faz a alegria da família. "Vem, Diogo, vem, desce o chanfralho no Chávez, vem!". E lá vai Diogo, correndo, mostrar o serviço.

Como toda boa família, os Civita têm sua sala de visitas, onde exibem tudo do bom e do melhor. A sala de visitas tem até nome. Chama-se Veja. Toda semana apresenta uma decoração nova, todas diferentes, mas iguais às anteriores, se é que dá para entender.

Diogo é um fenômeno, dizíamos. É bom também não confundi-lo com Dioguinho, apelido de Diogo da Rocha Vieira, famoso bandido e salteador que aterrorizou os sertões da Mogiana, entre o final do século 19 e inícios do 20. Dioguinho era bandido de aluguel, que agia em troca de bom soldo. Diogo, o Schelp não aterroriza ninguém.

Pois não é que depois de fazer das suas por várias vezes, exibindo língua solta contra a Venezuela e Cuba o Diogo resolveu voltar-se contra Che Guevara. Certamente fez isso depois de dar a patinha, rolar no tapete e pedir papinha, pois a vida não anda fácil.

Pérolas e olfatos

Diogo é uma graça. Ganhou uma capa - é capa da tal sala de visitas, a Veja - e mais um monte de espaço. Sua pérola chama-se "Che. Há quarenta anos morria o homem, nascia a farsa". A obra é hercúlea. Diogo contou com a ajuda de outro civitete de estimação, um serzinho chamado Duda Teixeira.

Para fazer das suas, foram falar com vários cubanos que, segundo ambos, conviveram com Che Guevara. Não foram a Cuba, mas entrevistaram quatro que moram na mais reluzente cidade latino-americana, chamada Miami. Tem uma comunidade cubana lá que é do balacobaco. Ajudaram a eleger George e seu irmão Jeb Bush. Gente fina.

Entre citações dos tais cubanos e sacadas próprias, a dupla DD (Diogo e Duda) saiu-se com estas:

"Che foi um ser desprezível".

"Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro".

"Sua vida foi uma seqüência de fracassos".

Como a vida da dupla DD é uma seqüência de sucessos, eles podem dizer esta última frase de boca cheia. Certamente ambos vão revelar proximamente terem feito algo mais grandioso do que uma revolução nas barbas do império (desculpem o uso da expressão antiquada) ou de terem dado a vida defendendo o que pensam.

O mais legal é a especialidade olfativa dos DD. Sabem de cada uma. Vejam esta:

"Che (...) não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido".

Cheiro de rim fervido! Alguém sabe como é? Os DD, pelo visto, cultivam o salutar hábito de experimentar odores em busca de comparações espirituosas a pedido dos Civita.

E tem mais. Como estão fazendo graça, dando a patinha e tal, os DD não se preocupam nem mesmo em dizer uma coisa no início da matéria e desdizer a mesma coisa linhas abaixo. Pois vejam só:

"Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro".

Lá adiante, a dupla do barulho fala assim:

"Che também se tornou crítico feroz da União Soviética".

Os Civita devem adorar. Os Civita gostam de dinheiro, poder e publicidade oficial, da qual suas revistas andam cheias. O governo deve gostar muito dos Civita e de seus mascotes, para dar esse ajutório todo.

Mas deve haver uma hora que os DD cansam um pouco a família lá da marginal. Mesmo vivendo toda hora na sala e se exibindo para as visitas, há sempre um perigo maior.

O de fazer xixi no tapete.

Foi o que aconteceu agora. Graça demais não tem muita graça não.
Fonte: www.vermelho.org.br

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Comandante Che Guevara

Matéria usa Che para atacar Cuba e o socialismo
Que a revista Veja é um panfletinho partidário da direita reacionária todos já sabem. Mas, dessa vez ela estrapolou os limites. A edição desta semana, que traz como matéria de capa "Che – A farsa do herói” tenta desmistificar a imagem do grande revolucionário, político e pensador passando a impressão de que Che fosse um fracassado.
Caluniosa e pejorativa a matéria ainda tenta passar a impressão de que Che fazia revolução por revolução, gostando mesmo era de sangue. Ao folearmos os livros de história, podemos perceber a miséria e o caos social que levaram os povos a se levantarem contra o sistema.
A matéria mentirosa, diz que Che ajudou a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, em que comidas são racionadas e os carros são velhos. Esquecem por completo que a ilha, antes de viver um regime socialista, era considerada o bordel dos americanos, país miserável. Esquecem também, que Cuba sofre um brutal bloqueio econômico dos Estados Unidos, em que empresas que fabriquem objetos que utilizem qualquer matéria-prima daquele país, não podem vender para Cuba.
Afirmam ainda que Che foi apenas eficiente em matar por causas sem futuro. Che era marxista-leninista convicto, crente do socialismo científico. Acreditava no fim da exploração do homem pelo homem e tinha amor pela vida e pela liberdade. Esse amor que o fez lutar, pela libertação do povo sofredor da América.
O comandante está mais vivo do que nunca, nas mentes daqueles que acreditam no fim da exploração e no desenvolvimento do pensamento humano.
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Quando vi a última revista Veja, estava em Londrina. Senti vontade de queimá-la. A UJS fará às 13h00 um ato em frente a sede da editora Abril, em São Paulo. O protesto ainda exigirá a abertura da CPI Abril-Telefônica/TVA no Congresso Nacional, além de pautar a democratização dos meios de comunicação.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Coragem pra Mudar, por um DCE do tamanho da UEL!

Noite de terça-feira (25). Compromissos a mil, mas a cabeça em Maringá e Londrina. Não costumo atender o telefone quando estou no banho. Daquela vez atendi. Era a Talita, de Maringá a me perguntar quem iria de Foz para dar aquela força na reta final das eleições para o DCE da UEM. Semana de provas na UDC, pós-eleição do reitor da Unioeste. Eu? Tarefa de militante. Quando você está realmente convencido do seu ideal, não mede esforços para alcançá-lo. Eram 20h00. Correria total pra arrumar a mala. Às 21h00 embarcava rumo a Maringá. Estive por lá em 2001, quando estava no terceirão. Aquelas viagens pra conhecer a universidade antes do vestibular. Chegando por lá, na madrugada da quarta-feira, vou direto ao campus da UEM. Bela universidade. Belas paisagens. Pela manhã, conheço o Fernando, da corrente Democracia Socialista do PT, nosso candidato a vice-presidente do DCE da UEL. Além de matar um pouco da saudades da galera da aguerrida União da Juventude Socialista de Maringá, conheci também o Jorge (Vice-Presidente Sul da UNE) e o Nêgo, ambos da região metropolitana de Porto Alegre. É gratificante ver que a UJS é uma só do Oiapoque ao Chuí. Meu espírito revolucionário e de indignação pelo caos reinante nessa sociedade de consumo, volta renovado, das conversas com os camaradas gaúchos. Eles participaram ativamente das campanhas da Manuela e se emocionam ao pensar que no ano que vem disputaremos a prefeitura de Porto Alegre, com reais chances de vitória. Nos indignamos a lembrar como a mídia joga, passando a falsa imagem de que a Manuela é apenas a deputada mais bonita, que foi eleita apenas por sua beleza. Mas a deputada do PCdoB, de apenas 26 anos, foi liderança destacada, brava guerreira formada nas fileiras da luta revolucionária da UJS, sendo presidente estadual da entidade e dirigente da União Nacional dos Estudantes. Voltando às eleições para o DCE da UEM. Perdemos. Mas não saímos derrotados. O empenho e a dedicação dos combatentes não foi em vão. Saímos prontos a solidificarmos de fato um núcleo de atuação nossa na UEM. Quinta-feira (27), desembarco junto com o Fernando e com a Binha em Londrina. Como o processo eleitoral por lá ainda está em andamento, não vou aqui relatar minha agenda até ontem à noite. Por ora, o que posso tornar público é o pequeno texto que escrevemos para a comissão eleitoral publicar em um jornal.

Coragem pra mudar, por um DCE do tamanho da UEL

Somos estudantes de vários cursos preocupados com o movimento estudantil da UEL. Estamos dispostos a construir um DCE para todos os estudantes, integrando todos os Centros Acadêmicos e sendo um elo permanente entre as entidades de representação estudantil. Acreditamos que um diretório central de estudantes deve ser de fato a força e a voz dos estudantes. Para isso, deve ampliar a participação diversificando o movimento estudantil, através de atividades culturais e esportivas. Mais do que uma chapa, Coragem Pra Mudar é um movimento que se levanta pautado pela construção de um DCE do tamanho da UEL.

sábado, 22 de setembro de 2007

Manifesto Comunista

Doze dias calado. As vezes é incrível pensar que nos momentos em que mais tenho preocupações é que me surge a tal vontade de escrever. Tenho prova de Pontes na segunda-feira. Considero essa matéria a mais difícil de todo o curso de Engenharia Civil. Pra última prova, estudei por dezesseis horas, não tinha como ter ido mal. Tirei 100. Pra prova de segunda-feira, pretendo estudar as mesmas dezesseis horas. Pra dar sorte, também não vou fazer a barba. Faltam apenas dez horas. Trechos do Manifesto Comunista e comentários a respeito.

“A história de todas as sociedades até o presente é a história da luta de classes.”

Burgueses de um lado proletários de outro. Mas afinal quem é burguês e quem é proletário? Os burgueses são aqueles que detém os meios de produção. Já os proletários, necessitam vender sua força de trabalho para sobreviverem. Ainda confuso. Os burgueses podem viver de lucros de seus investimentos, sem a necessidade de trabalharem. Já os proletários se obrigam a trabalhar para sustentarem sua família. Meu pai não sabe, mas faz parte do proletariado.

“O poder estatal moderno é apenas uma comissão que administra os negócios comuns do conjunto da classe burguesa.”

Pois bem, na sociedade burguesa o estado nada mais é do que o regulador das atividades da burguesia. A polícia, para proteger o patrimônio dos grandes capitalistas.

“Mas a burguesia não forjou apenas as armas que lhe trazem a morte; ela produziu também os homens que portarão essas armas – os operários modernos, os proletários.”

“Uma pequena fração da classe dominante se desliga dela e se associa à classe revolucionária, à classe que traz o futuro em suas mãos. Por isso, assim como outrora uma parcela da nobreza passou para a burguesia, uma parcela da burguesia passa agora para o proletariado, e notadamente uma parcela dos ideólogos burgueses que se alçaram à compreensão teórica do movimento histórico em sua totalidade.”

Os grandes pensadores do socialismo, em sua maioria saíram do seio da classe burguesa, estudando e entendendo a realidade, para construir uma nova sociedade, livre da exploração do homem pelo homem.

“Todos os movimentos até o presente foram movimentos de minorias ou em proveito de minorias. O movimento proletário é o movimento autônomo da maioria esmagadora em proveito da maioria esmagadora.”

“A burguesia é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar aos seus escravos uma existência mesmo no âmbito da escravidão, porque ela é obrigada a deixá-los descer a uma situação em que ela tem de alimentá-los, em vez de ser alimentada por eles. A sociedade não pode mais viver sob a burguesia, isto é, a vida desta não é mais compatível com a sociedade.”

“A condição essencial para a existência e para a dominação da classe burguesa é a acumulação da riqueza em mãos privadas, a formação e a multiplicação do capital; a condição do capital é o trabalho assalariado. O trabalho assalariado assenta-se exclusivamente sobre a concorrência dos operários entre si. O progresso da indústria, de que a burguesia é o representante indolente e apático, substitui o isolamento dos operários, que se dá através da concorrência, pela sua união revolucionária através da associação. Com o desenvolvimento da grande indústria, subtrai-se portanto à burguesia a própria base sobre a qual ela produz e apropria-se dos produtos. Ela produz em primeiro lugar o seu próprio coveiro. A sua derrocada e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.”

Agradeço a todos que colaboraram nas discussões desta tarde do Grupo de Estudos Marxistas a respeito do Manifesto Comunista.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tristes notícias deturpadas!

Falar mal da UNE também não né Martinez... a seguir resposta dada na Comunidade DCE UDC.

Não vou me ater a responder essa avalanche denuncista, tendo em vista que isso já foi mto bem feito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu site Conversa Afiada, onde fez uma seleção de títulos de “reportagens” do Globo, da Folha e do Estadão, que configuram, em seu conjunto, o trabalho golpista da mídia conservadora brasileira.
Mas a matéria que diz respeito a UNE, como militante do movimento estudantil, darei seu devido esclarecimento.
As verbas a que a notícia se refere de forma denuncista e apelativa, são em sua maioria utilizadas para atividades culturais e projetos como o CUCA (Centros Universitários de Cultura e Arte) que podem vir a ser Pontos de Cultura, promovendo oficinas com diversas atividades e que possibilita acesso não somente a estudantes. Como exemplo, temos o CUCA-PR, que funciona no Casarão da UPE em Curitiba, oferecendo oficinas de Teatro, Música e Inclusão Digital.
Deve-se deixar claro que a UNE não recebeu de maneira direta as verbas do governo federal. o que fez foi se beneficiar de patrocínios de diversos órgãos do governo para realizar atividades, como a Bienal de Arte Ciência e Tecnologia ocorrida no início desse ano no Rio de Janeiro, com o tema Brasil-África: Um Rio Chamado Atlântico.
Percebe-se o caráter da matéria que omite as informações de que esse foi o maior evento artístico da juventude brasileira.
FHC realizou uma verdadeira abertura neoliberal em nosso país. Jamais abriu as portas ao diálogo com os estudantes, recebia com pau e polícia. A UNE foi pras ruas contra a política aplicada pelo governo. O Ministro da Educação Paulo Renato, aprovou uma medida provisória em que a Carteira da UNE não mais era a única legítima representação dos estudantes do Brasil. Com isso inúmeros estabelecimentos passaram a emitir carteiras de identificação estudantil. Isso tudo para inviabilizar financeiramente a UNE.

Ao contrário do que querem os críticos de plantão, a UNE está mais viva do que nunca, honrando seu passado de luta, transformando o presente e ajudando a moldar o futuro.
Para ver o trabalho golpista da mídia conservadora brasileira, no site Conversa Afiada: http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/453501-454000/453792/453792_1.html

Auto-Construção de Habitação de Interesse Social

Pode até ser que troque o tema específico, mas gostei muito dessa área de habitação de interesse social para o meu Trabalho Final de Graduação, a seguir a introdução do meu projeto de pesquisa "Metodologia de curso para auto-construção de habitação de interesse social".

Entendendo a função social da Universidade como a de produzir conhecimento de forma a promover o desenvolvimento da cultura, da ciência, da tecnologia e do próprio homem, colocamos a pesquisa como uma atividade de investigação, avaliação crítica e de criação, referenciada necessariamente nos problemas e dificuldades apresentados pelo meio social. Neste sentido, a Universidade, além de buscar soluções para problemas presentes, deve procurar estar um passo à frente do seu tempo, trabalhando para que a sociedade em geral tenha um desenvolvimento autônomo, visando a criação, no seu seio, de condições para sua própria evolução. (PEREIRA, A.; PEREIRA, F.; SZÜCS; PERES; SILVEIRA, 2002)
Vivemos em um sistema de exploração, que a cada dia avança, acentuando as disparidades sociais e deixando milhares de pessoas na miséria. O desemprego aumenta. Postos de lado, trabalhadores tentam uma maneira de sobrevivência na construção civil. A falta de mão-de-obra qualificada é uma constante.
Segundo o IBGE, os maiores municípios brasileiros concentram 70% dos domicílios em favelas. Apenas 31,5% das prefeituras informaram ter um órgão específico para implantação de política habitacional, mas 56,2% mantém cadastro de famílias interessadas em programas habitacionais e 52,9% executaram programas nessa área em 2001.
Este projeto de pesquisa tem como tema a elaboração de uma metodologia para um curso profissionalizante de mão-de-obra, qualificando-a e tornando-a apta para a Auto-Construção de habitação de interesse social.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Corrijo-me

Sempre acho algo interessante no Blog do Mino Carta, um dos maiores pensadores da esquerda brasileira... abaixo reproduzo sua mais recente postagem, trata da democratização dos meios de comunicação.

O projeto da tevê pública do governo avança. Gostaria de acentuar o que penso a respeito. Tevê pública e tevê estatal não se confundem. Esta é instituição a serviço do Estado e da Nação.


Garante-lhe a imparcialidade um conselho representativo de todos os partidos e tendência culturais. É o caso, por exemplo, da BBC ou da RAI. Não hesitam em criticar, se for o caso, o primeiro ministro. Tevê pública é diferente, e aí cabe outra distinção. As públicas, nos Estados Unidos, levantam assuntos de interesse das comunidades a que se destinam e mantém orientação apartidária. As públicas no Brasil carregam outra tradição. Digamos, a Cultura de São Paulo neste momento cuida, não sem fervor, das conveniências tucanas. E como haveria de ser de outra forma, se o governador é José Serra? Pois é, a tradição é oligárquica e patrimonialista, seria de provocar câimbras na base da língua se a Cultura, de uma hora para outra, passasse a exibir uma imparcialidade irreprochável. Agora pergunto: por que o presidente Lula cogita da tevê do governo? Parece-me alimentar o propósito de oferecer à nação um noticiário isento, ao contrário daquele servido pelas emissoras privadas. Se não me engano, ele próprio não faz mistério de suas intenções. Mas seria capaz esta tevê à beira da santidade, honesta até as últimas conseqüências, de fugir às tradições, de subvertê-las, de cancelá-las? Vamos arriscar hipóteses: que diria neste instante a respeito do caso Renan? Ou sobre o julgamento do chamado mensalão? Permito-me dúvidas, dúvidas profundas, quanto à imparcialidade desta, e de qualquer outra, tevê pública no Brazil, zil, zil. País singular, onde os jornalistas chamam o patrão de colega, onde o sindicato confecciona carteirinha para o aludido senhor, onde os congressistas, em boa parte, são donos de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.

Disse singular, e apresso a correção: único.


direto do Blog do Mino: http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/

Não nos acomodemos com o sistema!

As discussões na comunidade do DCE UDC com o amigo Thiago Martinez continuam...

Assim como o Thiago, não concordo com paralisações sem o devido diálogo.


Se os “corruptos” não foram presos é porque nada, além do grande denuncismo da mídia, foi comprovado contra eles. Os grandes meios de comunicação manipulam as informações numa atitude golpista. Assim como faz o movimento Cansei, ao qual o Martinez sugeriu a participação deste DCE, que avaliou sim o projeto, decidindo pela sua não participação, por acreditar ser esse não um movimento contra a corrupção, mas contra o governo Lula.

Em se tratando de movimento contra a corrupção, ao contrário do afirmado pelo Thiago, a União Nacional dos Estudantes (UNE) fez em Brasília e nas grandes cidades do país grandes mobilizações pela apuração de todas as denúncias.

Em hipótese alguma pode-se afirmar ser o governo Lula neoliberal. Sabemos que as amarras econômicas de anos de exploração e pensamento neoliberal não são fáceis de desatar. É por isso que a UNE cobra mudanças na política econômica, como no “Fora Meirelles do Banco Central” realizado em julho na frente do Banco Central em Brasília, o qual coloco o link logo abaixo do texto para os que quiserem conferirem. A propósito, o DCE UDC, esteve representado nessa manifestação.

Também parabenizo o PDT, que junto com o PCdoB, PSB, PRB, PMN e PHS recentemente formaram o Bloco de Esquerda, não se reduzindo a um acordo meramente eleitoral, mas que vai construir um programa avançado para o país. Já o PSTU, não me assusta o seu elogio, tendo em vista que a cada dia o discurso se aproxima da direita, ao renegar por exemplo os avanços ocorridos na Venezuela. Já ao extinto PRONA, partido que se dizia tão ideológico, por uma simples cláusula de barreira, que acabou não indo pra frente, acabou por se extinguir.

Me impressiona sua forma de generalizar “bandidos(PT e PSDB)”. Acredito que tanto de um lado quanto de outro existem os maus políticos, porém generalizar é extremismo.

Agradeço o elogio e o reconhecimento de que a UNE nos anos 80 e 90 fizeram as lutas do lado do povo. Agradeço pois tenho orgulho de pertencer a União da Juventude Socialista, que estava a frente da entidade por algumas vezes na década de 80 e na totalidade da década de 90, participando ativamente das lutas do povo pelas Diretas Já e conduzindo, com o presidente Lindberg Farias, toda a movimentação dos estudantes caras-pintadas em 1992, em conjunto com a UBES.

Também me entristece ver jovens, como nós, acomodados com o sistema.

Saudações Estudantis!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

DCE UDC pela reestatização da Vale do Rio Doce

Acabo de receber e-mail do presidente do DCE UDC, Sérgio Santander a respeito do plebiscito pela reestatização da Vale do Rio Doce, o qual reproduzo na íntegra.






O plebiscito sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce é um acontecimento histórico. A empresa foi um dos pilares do Brasil moderno criado pela "era Vargas", parcialmente destruído pela "era FHC". Defender a volta da Vale do Rio Doce como empresa estatal é defender o Brasil.
Em maio de 1997, em pleno auge da "era FHC", uma pesquisa divulgada por ninguém menos do que a revista Veja mostrou que 50% dos entrevistados discordavam da privatização da Vale do Rio Doce — contra 30% que apoiavam e 18% que não tinham opinião. Ou seja: sete de cada 10 brasileiros não estavam de acordo com uma ação que foi considerada um marco do modelo liberalizante que avassalou o país. E metade dos brasileiros estava simplesmente contra. O resultado reflete a memória nacional.

A fraudulenta privatização da Vale do Rio Doce se insere quando os neoliberais pregaram à exaustão que o programa de desestatização era fundamental para abater a dívida pública — que ao invés de diminuir cresceu assustadoramente. A verdade aparece quando se observa com atenção alguns dados da privatização desta empresa-símbolo da soberania nacional.
Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, os mandantes e executores do processo esconderam que o consórcio vencedor não manteria o centro das decisões da empresa, de fato, no Brasil. Comportaram-se como se essa não fosse uma questão relevante — quando na verdade é fundamental em se tratando de uma empresa estratégica para a economia nacional. A premissa de que a nacionalidade do controle das empresas estratégicas é fundamental é própria dos democratas e patriotas.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento também se concentram fortemente na base nacional das empresas. Uma pesquisa feita por dois economistas da Universidade de Sussex, Pari Patel e Keith Pavitt, mostrou que as companhias da Alemanha, do Japão e dos Estados Unidos realizavam sempre menos que 15% da sua atividade tecnológica fora do país de origem. É na base nacional que a mão-de-obra é treinada para tarefas mais adiantadas, mais sofisticadas.Na "era FHC", a Vale do Rio Doce — assim como todo o setor público — vivia sob achincalhe de figuras importantes do governo. Luiz Carlos Mendonça de Barros, por exemplo — que hoje se vangloria de ter ficado rico "graças a Deus e aos juros de Pedro Malan" — disse, quando era presidente do BNDES, que a Vale do Rio Doce deveria ser fatiada para ser vendida em pedaços. São fatos da história do Brasil que justificam perfeitamente uma batalha sem trégua pela reestatização da Vale do Rio Doce.

A direita anda mesmo raivosa

Resproduzo abaixo, a reposta dada na Comunidade do DCE UDC ao Thiago Martinez (Ex-Tesoureiro Geral / Ex-PRONA / PV)

Ando numa correria com o meu Trabalho Final de Graduação, mas não posso deixar passar despercebido esse tipo de afirmação. Os que me conhecem sabem que não sou Lulista, mas sou socialista e acredito que este seja um governo avançado, apesar de alguns pontos negativos. Devemos ter coerência em avaliar o mandato, não podemos cair na besteira de apenas criticá-lo maldosamente a qualquer preço, como faz a grande mídia.
A direita raivosa bem que poderia ser mais criativa e bater em algo novo. Mas entendo, 8 anos fora do poder central do Brasil, deve ser bem penoso para os que estão do lado dos grandes latifundiários e do restante da burguesia.
O exemplo de ética a que o presidente se refere, são as investigações da Polícia Federal. O aumento de efetivo e das condições de trabalho para a Polícia poder a cada dia desmantelar mais e mais indícios de corrupção e outros crimes. Nunca a PF trabalhou tanto. Isso é fato, não apenas divagações e falsas coclusões acerca de palavras pronunciadas.
É uma insanidade pensar que a corrupção no Brasil surgiu nesse governo. É que ao contrário de governos passados, esse deixa que se investigue e não faz como em São Paulo, onde inúmeras denúcncias contra o governo estadual vem sendo engavetadas, sem sequer serem devidamente investigadas. Pode-se citar como exemplo, ae sim muito mais grave, a venda da Companhia Vale do Rio Doce, que essa semana está havendo um plebiscito popular para que se anule o seu leilão. Não se sabe a quais interesses o governo de FHC vendeu a preço de banana essa tão importante e estratégica empresa brasileira.
É público e notório que o PT cometeu erros, e deve sim se desculpar por eles. Que fique claro que os erros se limitam a dinheiros de campanha mal administrados. Mas transformar tais erros em notória avalanche de denuncismo para tentar derrubar o presidente são indícios de que a direita golpista está atenta, pois nas urnas, já sofreram uma derrota imponente, onde o povo fez valer sua vontade de ver o país nos rumos do desenvolvimento.

Só para clarear: Infelizmente o Lula não é de esquerda, mas de centro.

domingo, 2 de setembro de 2007

Churrasco e Política

Domingo em família. Churrasco na casa dos amigos dos pais. Gosto muito dos debates que acontecem. Da pena de morte e redução da maioridade penal até as concessões de televisão. Uma mentira repetida várias vezes tenta virar realidade.
Não acredito que devamos aumentar as medidas punitivas, o efetivo policial, a repressão como um todo. O problema é estrutural. Não solucinaremos um grave problema social e econômico de uma sociedade doente com mais repressão e violência. Acredito na evolução do pensamento humano.
Na Venezuela, uma emissora golpista perdeu a sua concessão. Acusam o presidente Chávez de ditador cruel. Esquecem que esse ditador tem o apoio e foi eleito pela ampla maioria da população que mais carece do estado. Esquecem também que existe uma ideologia defensora dos interesses da classe dominante, e que os grandes meios de comunicação seguem a risca. Daí a necessidade urgente da democratização dos meios de comunicação.

sábado, 1 de setembro de 2007

Nasce um Blog!

Sempre acreditei no poder das palavras. Para promoverem o bem e a justiça. O equilíbrio de todas as coisas. Nunca fiz um Blog. Esperando alguém especial é que surge o primeiro.