segunda-feira, 8 de junho de 2009

Classe média subversiva

Quem manda não ter acordado e ter faltado à reunião de sábado no Casarão da UPE? Pois é, vim parar em Francisco Belrão. Claro que com um incentivo extra do cretino do Serginho, que essas horas já deve ter chegado por Foz.
Escrevo direto da biblioteca da UNIOESTE enquanto aguardo o Vanderson chegar. Cheguei pela manhã, dei uma volta no centro e dormi a tarde inteira, depois de ficar com sono na biblioteca municipal. Dei uma foleada naquele livro chamado "Veias Abertas da América Latina", se não me engano do Eduardo Galeano. Ainda quero lê-lo. Apalpei um livro publicado pela editora do Exército e comecei a ler. É da época da ditadura, pelo ano de 76. O nome era "Guerrilheiros e Terroristas". O engraçado é que não constava nenhuma menção à Guerrilha do Araguaia. Se questionavam os militares: Como pode um bom filho da classe média virar um subversivo? E tentavam responder com as piores banalidades possíveis. É que quando se cansarem desta luta sem sentido, serão bem recebidos por uma família bem estruturada e pelo conforto do lar. Demonstravam com números que a imensa maioria da população e da própria juventude não queria se envolver em conflitos e apenas gostaria de manter preservada a sua família. É bem verdade que os filhos da classe média tem mais acesso à informação que os de classe baixa. A velha história da pílula vermelha e a azul. A vermelha é o conhecimento. A azul a da alienação. O Vanderson já deve estar chegando.

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