Um tanto quanto atrasado,o primeiro texto do ano.
Hoje foi um dia inesquecível. O casamento de um dos meus melhores amigos. Destes que são a familia que agente escolhe. Feliz por tantos motivos. Vi pessoas que considero bastante e que há muito não as via. Feliz por ver meu grande amigo mais feliz ainda.
Pretendia que o primeiro texto falasse da América Latina, esse vulcão prestes a entrar em erupção. Para responder a uma grande amiga que me solicitou um posicionamento com relação a este assunto e também por ter participado de um momento histórico para os Fóruns Sociais Mundiais. O encontro de 5 presidentes avançados e que mostram outros caminhos em contraposição à sanha imperialista.
Entrei esses dias em uma sala de aula em que estava no quadro a questão "o que é senso comum?".
A ideologia difundida naturalmente pela sociedade e pelos meios de (des)informação é a da classe dominante. Um exemplo de senso comum, que não me contive e externei naquela sala de aula, foi o do "fim da história", difundido pela escola pós-modernista. Dizem que a histórica acabou, que vai ser assim para sempre e que devemos pensar na nossa vida pois não há nada que possamos fazer para mudar esta realidade.
Essa ideologia, por toda a contaminação a que estamos expostos, acaba por soar como uma bela canção para os ouvidos. É muito fácil ser reproduzida e compreendida. Mas contém suas contradições. E nelas é que devemos nos embasar cientificamente.
O combate a essa falsa e bela canção idealista se dá na luta de idéias, construída através de uma base material e que leve em consideração os movimentos, a inter-relação entre as ações feitas pelo homem e as condições pré-estabelecidas de existência, além das ações provocadas pela própria natureza.
Vivemos uma luta de classes. Existem explorados e exploradores. O capitalismo vive de crises. Essa é só mais uma em que eles reformulam o sistema "financeiro". Continuam os trabalhadores pagando a fatura. Os primeiros que sofrem suas consequências.
Não nos iludimos com belas canções pós-modernas. Sabemos que para sobreviver temos certas necessidades. Que são produzidas de alguma maneira. Para esta produção existem os meios de produção e as relações de produção. Relações sociais, pré-estabelecidas. Que mudaram ao longo da história da passagem humana pela terra, mas que por muito tempo vivemos em uma luta de classes. Explorados e exploradores. Dizem as belas canções que o capitalismo venceu e não há nada além. Os que pensam em outro mundo possível são utopistas. Às vezes tratados como loucos.
Não nos iludimos pois esse mesmo vitorioso capitalismo, sobrevive de crises. E essa é só mais uma. Reformulam então o sistema "financeiro". Continuam os trabalhadores a pagar a fatura e os primeiros a sofrer as suas consequências. Reformulado o sistema, mais combustível para continuar a dominação de uma classe sobre a outra. Senhor e escravo. Burguesia e proletariado.
Desculpem pelo sono.
sábado, 7 de março de 2009
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