segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meu primeiro selo!




Ganhei um selo do grande camarada e dono de um dos blogs que mais respeito e admiro (Cozinha do NoSense). Trata-se de uma rede de blogs por indicação, ou seja, para fazer parte, é necessário que a pessoa seja indicada por alguém. Mas a coisa é simples. Pega o selo, diz de onde recebeu a indicação, dispara mais dez selinhos por aí. Deve-se colocar também cinco coisas que gosta de fazer. Seguem minhas indicações (a ordem dos fatores não altera o produto hein):

1. Lexotan - da minha amiga Luciana Marschall.
2. Mente Estranha - da camarada Mariana Serafini (vulga Rostinho).
3. Vaca Latica - da Hellen Samantta.
4. Positivo Vibration - do Serginho Santander.
5. UJS Cataratas - União da Juventude Socialista de Foz do Iguaçu.
6. Meu Refrigerador Não Funciona - da Franciele Cruz.
7. Igor Borck - esse cretino escreve bem, mas tem que atualizar mais!

Não foram 10, mas não enchi linguiça!

5 Coisas que gosto:
Ler, Trakinas, Coca, Curtir na fronteira e o PC né mew!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Capa de Jornal

Hoje acordei, coloquei um bom e velho Guns e o Corcs apareceu com um jornal na mão. Tratava-se da Gazeta do Povo. Na capa, grandes camaradas que estão na resistência do terreno da UPES. Marião, Vaca, Leo, Clabonde e um argentino. Parabenizo os bravos secundaristas que estão defendendo seu espaço com unhas e dentes.

E aqui pela fronteira também aparecemos no jornal. Foi em matéria do Jornal do Iguaçu sobre a Audiência Pública que discutiu o Transporte Coletivo. Mais uma vez na capa, com os camaradas Santiago, Fernando, Corcs e o Adriano abaixado. Na matéria, em destaque no interior do jornal, nossos posicionamentos ficaram claros em relação à maneira na qual achamos correto o pagamento das empresas: por quilômetro-rodado ao invés de passageiros. Ficou ainda evidente o descontentamento dos estudantes, representados pelo Diretor da UPE Serginho Santander, que apontou a burocratização do acesso ao meio-passe e a demora dos ônibus como um dos principais problemas.

Força aos estudantes e a toda a luta emancipadora da juventude e dos trabalhadores!

Para mais detalhes sobre as notícias: http://www.ujsfoz.blogspot.com/ e http://www.acampamentodaupes.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Transporte Coletivo: Problemas e Soluções

Quando precisávamos bater, batemos. Alguns acharam que até forte demais. Audiência Pública, resolução do nosso congresso e o zine Boto Fé!. Até em debate de candidatos a prefeito fomos citados. Ganhamos certa respeitabilidade perante a sociedade quando se trata de Transporte Coletivo. Tanto que fomos convidados a participar de uma comissão para a melhoria da qualidade dele em nossa cidade. É essa a comissão que irá propor o edital de licitação para a concessão às empresas que explorarão esse segmento, essencial para a grande maioria da população. Entendendo o problema e a responsabilidade de representar a juventude nesta importante discussão, é que nos esforçamos ao máximo para estudar o tema com a profundidade que ele merece. Jamais perdemos nossa essência de juventude contestadora dessa sociedade de exploração já desgastada em que vivemos. Somos sim contestadores da opressão que assistimos todos os dias. Mas somos, acima de tudo, protagonistas das mudanças. E é para isso que te chamamos. Iniciamos as discussões e todos são importantes para otimizar esse humilde texto que segue, base das discussões da União da Juventude Socialista de Foz do Iguaçu.
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Já bem conhecido na galeria dos principais problemas de nossa cidade está o Transporte Coletivo. Ir ao trabalho, escola, faculdade, estágio, grupo de estudo, biblioteca ou visitar algum amigo. Para muita gente isso só é possível através desse indispensável serviço. Mas em Foz do Iguaçu o que encontramos é um dos piores e mais caros serviços de transporte urbano do Paraná, desrespeitando e envergonhando nossa população além de prejudicar o desenvolvimento do turismo na cidade.


Burocratização do acesso ao meio-passe e a sua utilização, ônibus lotados, desrespeito com os portadores de necessidades especiais e haja paciência para aguentar a demora do "busão". O senhor e a senhora que vão ao serviço. Os estudantes que vão para aula. E aqueles que moram em bairros afastados do centro e necessitam fazer verdadeiras viagens? Todos sofrem diariamente com a baixa qualidade desse serviço prestado não por boa vontade, mas concessão pública.


Algumas cidades possuem transporte público operado por empresa pública. Não é o nosso caso. Em Foz, empresas privadas através de concessão pública operam o transporte de passageiros. Nestes casos, necessitamos através de fiscalização tanto do poder público bem como da sociedade garantir que os interesses da grande maioria da população estejam acima de interesses individuais.


Entendemos que na sociedade em que vivemos, capitalista, tudo é mercadoria. E não poderia deixar de ser também o transporte. Dele deve se extrair lucro. O máximo possível. E este sempre acompanhado da exploração do trabalhador e do povo pobre. O mais avançado a que chegaríamos seria a completa estatização do sistema, garantindo o retorno de todo esse lucro à sociedade.


Estatizar todo o sistema infelizmente não é paupável para nossa realidade atual. É uma boa para daqui algum tempo, precisamos criar as condições. Mas então, por onde podemos começar? Atualmente as empresas ganham por passageiros. Ou seja, quanto mais encher o busão maior o lucro. E o que acontece? Ônibus lotados, aumento no tempo de espera e de viagem.


E se pagássemos as empresas por quilômetro-rodado? É, isso mesmo. Não é nenhuma loucura. Afinal, já acontece em cidades como São Paulo e Curitiba. Neste modelo a empresa responsável passa todo o dinheiro arrecadado para o poder público que irá gerir o recurso como lhe couber e passar à empresa os valores, estabelecidos em contrato, da distância percorrida pelos veículos. As empresas não se vêem obrigadas a encherem seus ônibus para obter mais lucro. As rotas são estabelecidas conforme interesse social (e não comercial) e coloca-se um ponto final nas discussões sobre o preço da passagem e sobre as concessões que as empresas devem fazer aos estudantes, idosos, portadores de necessidades especiais e outros usuários que recebem benefícios na forma de transporte. Além disso, as empresas podem estabelecer um melhor equilíbrio financeiro, uma vez que os valores recebidos podem ser pré dimensionados, independente do período do ano e do andamento da economia, não havendo, assim, flutuação na arrecadação dos prestadores de serviços.
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E esse negócio de catraca eletrônica, é bom ou ruim?
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Bom, pois além de permitir um maior controle do número real de passageiros pelo Foztrans podendo ainda ser publicado diretamente online, possibilita sistemas de integração como em Londrina por exemplo, em que ao descer de alguns ônibus as pessoas tem um tempo determinado para pegarem outro ônibus sem pagar novamente a passagem.
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Mas as catracas não geram desemprego?
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Claro que não. Afinal o trabalho dos cobradores continuam essenciais para prestar um bom atendimento aos turistas e ao povo que não é obrigado a comprar o cartão magnético. Não podemos admitir que a implantação das catracas cause uma desculpinha para demitir funcionários prejudicando a qualidade do transporte.
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E o que mais podemos fazer?
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Criação de pontos nodais - Pontos em que várias linhas poderiam ser compartihadas como terminais regionais.
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Expansão da acessibilidade - Garantir a devida adequação do transporte coletivo para o bom atendimento dos portadores de necessidades especiais.
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Licitação por linhas e não por lotes - Dessa forma possibilitariamos que pequenas empresas participassem de licitações para o transporte coletivo.
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Adequação dos carros as condições da cidade - Carros confortáveis e novos garantindo a qualidade de todo o sistema.
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Reserva de quilometragem - Destinar determinada quantidade de quilômetros para eventos de caráter social promovidos pela prefeitura ou por organizações da sociedade civil.
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Fim do aproveitamento de linhas - Tornaria mais ágil e eficiente tendo em vista que os ônibus somente poderiam pegar passageiros nos pontos pré-estabelecidos.
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Controle da conta pelo Foztrans - O órgão deve ter todo o controle financeiro e ser encarregado de administrar todo o sistema de transporte, fiscalizando as empresas.
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Banheiro gratuito no terminal - espaço público, banheiro público. É um absurdo não termos um banheiro para utilizar sem pagar no nosso terminal de transporte urbano.

domingo, 9 de agosto de 2009

ATENÇÃO

Para prevenção da Gripe Influenza A (H1N1), disponibilizamos pontos com álcool gel para assepsia das mãos.
Nossos colaboradores estão orientados a higienizar as mãos a cada 20 minutos.
Em caso de dúvidas estamos a sua disposição.



Era o que estava escrito em um folder na mesa do restaurante em que almocei com minha familia nesse Dia dos Pais. E a população está em pânico. E o tal laboratório norte-americano ganhando cada vez mais.

sábado, 8 de agosto de 2009

Para onde vai?

Aquele mesmo rapaz que comeu o resto do macarrão da panificadora aqui da esquina que meu amigo não quis e que naquele dia vestia uma calça preta e não tinha mais camiseta e nem chinelo agora vestia sacolas plásticas.

Definitivamente não se importava com o que os outros pensavam dele. Não ousava pensar algo de si. Passei novamente na mesma sinaleira na qual havia o encontrado naquele dia. Havia ganhado roupas. Um short, uma camiseta e até um chinelo. A roupa estava limpa.

Mais tarde, paro novamente no mesmo lugar e ele vem na minha janela me pedir uma moeda. Ele estava com uma lata na mão. Suas roupas já estavam imundas. Perguntei a ele o que faria com aquela lata. Me respondeu que estava juntando para recilclar. Mas não havia nenhuma sacola com outras latas próxima a ele. Não havia.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fechamento dos botecos e segurança pública

O próprio movimento é feito de contradições. A vida é movimento. A política faz parte da vida. Não só dos que gostam dela.

Andam pela nossa casa de leis municipal discutindo o funcionamento dos bares, lojas de conveniência e similares. Discutem se o fechamento desses locais após determinado horário ajudaria a diminuir os índices de violência registrados no município.

A abordagem mais precisa é levar em conta as várias variáveis que compõem esses índices e que cooperam para sua concepção. Daí necessariamente devemos discutir a questão da segurança públca compreendendo a raiz dos problemas. Claro que derivada de um problema econômico facilmente identificável. E esse facilmente identificável não é a uma elite intelectual mas para o povo. Não queremos contar ladaia ao povo, apenas alertar para o que ocorre.

Infelizmente falamos da cidade onde mais morrem jovens proporcionalmente em nosso país. Falamos da tríplice fronteira, rota do tráfico internacional. Da cidade da Itaipu que em sua construção atraiu muitos trabalhadores que ajudaram a construir esta maravilha da engenharia moderna. Alguns trabalhadores conseguiram certas conquistas, mas a grande maioria foi posta de escanteio amargando na fila dos desempregados e aumentaram de forma considerável as favelas, que haviam iniciado após a vinda de trabalhadores para a construção da "Ponte Internacional da Amizade".

Aos filhos destes barrageiros e a grande parte de nossa juventude restou a exclusão. Amargando o melhor de sua criatividade e energia na fila dos desempregados. Impregnados pelo individualismo são aproveitados de forma meramente mercantil. Sem espaços públicos para a prática esportiva, sem acesso à mobilidade urbana e enfrentando graves problemas de moradia.
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A violência nos persegue o tempo todo. Muitos dos nossos nos ferem ou se matam em disputa entre gangues, ou são espancados pelos próprios pais. Outros recebem uma bala perdida ou são vítimas de assalto ou perseguição. No capitalismo não temos paz.

Não apenas em Foz, mas também, a insegurança toma conta dos grandes centros. Esse meio não nos interessa, não nos satisfaz, queremos uma cidade capaz de incluir a todos sem discriminação de crença, cor, gênero e classe social.

Nenhuma ação isolada resolverá este complexo problema que é a segurança urbana. Portanto se faz necessária uma ampla discussão sobre o tema dado que a simples proibição de venda de bebidas alcoólicas soaria como mais uma medida de exclusão. Fechariamos os pequenos botequinhos enquanto os grandes e frequentados pela elite continuariam abertos.

É muito bom encontrar os velhos amigos.



Nota da UJS-Foz acerca do fechamento dos bares, lojas de conveniência e similares após a meia-noite, nos locais fora do corredor turístico.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dossiê UPE

DOSSIÊ

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Não sou ladrão

Nem violento

Violo imaginações

Do sofrimento

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Matei a fome

Em uma pena de vinte e três anos

Meta do homem

Conforme o plano

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Perambulo na sombra da periferia

Trafico idéias projetadas

Não é nota fria

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Fraudo estelionato

Quando vândalo quebrei a cabeça

Réu cacei palavras

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Ao invés de comer aquele maravilhoso macarrão da panificadora aqui da esquina, comprei um livro. E são com essas palavras que meu amigo Edson de Carvalho o inicia. Este é seu recém-lançado e primeiro trabalho “Líricas e Satíricas do Iguaçu”.

Conheci o Mano Edo (Edson) quando o Oxi (de Porto Alegre) veio ajudar na construção de um núcleo da Nação Hip Hop Brasil ano passado aqui pela fronteira. De lá pra cá tenho acompanhado um pouco da trajetória deste poeta marginal. O Mano Edo também é Bboy e dá aulas de break na crew chamada Cartel do Break. Desejo muita sorte a este guerreiro.

Por estes dias ocorreram dois grandes eventos: o quadragésimo segundo Congresso da UPE e a Conferência Inter-Municipal de Educação, ambos na Terra das Cataratas. Momentos importantes de discussão dos rumos do país, intimamente ligado ao seu sistema educacional.

Os dois últimos meses, de intensa campanha para a construção deste congresso chegam ao fim com um saldo bastante positivo na construção de um movimento estudantil unitário e preparado para talvez a maior batalha que nossa geração enfrentará.

Grandes foram as discussões e proposições, onde muitos estudantes de todos os cantos do Paraná deram suas contribuições. Desde a meia-entrada nos pontos turísticos ao encontro das Atléticas, passando pela cultura, meio-ambiente e drogas. Discutiram-se as pagas, as públicas e o próprio movimento estudantil.

A UPE chega aos seus 70 anos de luta, esbanjando garra e determinação para colocar a educação a serviço das grandes causas sociais. Chega honrando seu passado glorioso, defendendo o pré-sal, relembrando os tempos em que foi precursora no Paraná na luta do Petróleo É Nosso! Chega pronta a não deixar meterem a mão nas riquezas do povo, como na defesa da Copel. E chega também entendendo que juventude é essa a de hoje e em que contexto se insere.

Sobre a Conferência, falamos outro dia.



Em 27 de junho de 2009.

Um pouco de muito do mesmo

Há vários dias sem internet. Também sem escrever. O último texto havia feito na casa das gurias lá em Londrina, usando o computador da Claudinha emprestado. Muitas coisas se passaram de lá para cá. Congresso da UPE, Conferência Municipal de Educação, Golpe em Honduras, Nova Gripe e a morte do Michael Jackson, que ainda não foi enterrado. Falando nisso, fãs brasileiros que ganharam ingressos para participar do "velório" ou "show" (na verdade não sei como chamar) não poderão participar do funeral. Não tem grana para a viagem. Me chamou a atenção uma chamada no site da Globo que mostrava quem podia ganhar com essa morte, com infográfico e tudo o mais. Vai o link no final.

A pandemia que teve início nos Estados Unidos e México chega com força à América Latina. A argentina já está no terceiro lugar no ranking com 60 mortos pela doença. Aqui pela fronteira é bom que estejamos espertos. Quem sabe até usar aquela máscarazinha. Três já foram os casos aqui em Foz confirmados. Pouco se comparar aos 1870 de Buenos Aires, que registrou 48 mortes.

O Golpe, meio parecido com aquele que tentaram dar no Chávez em 2002, ainda se mantém e não querem permitir o retorno do presidente Zelaya. Duas pessoas já morreram e o governo interino continua mantendo uma postura desafiadora. Tudo isso porque ele queria convocar um plebiscito para a população decidir sobre a convocação de uma assembléia constituinte. A ação foi condenada pela comunidade internacional, inclusive pelos Estados Unidos.

No Congresso da UPE tive a oportunidade de falar sobre a importância das Conferências nesse momento de aperfeiçoamento da democracia em nosso país. Claro que ainda a democracia da burguesia, afinal estamos no capitalismo. É natural que passemos por este momento de aprofundamento destas formas de representação dos anseios mais imediatos da população. As Conferências vem a cumprir o importante papel de dialogarem com a sociedade sobre as questões a elas importantes. A de Educação cumpriu este papel. Foram aprovados importantes encaminhamentos para as etapas seguintes.

E sobre o Congresso, vou aproveitar um texto que está aqui guardardo que ainda não tive a oportunidade de publicar. E nem mais o faria. Mas vai logo a seguir.

Veja quem pode lucrar com a morte de Michael Jackson

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Desta vez o problema não foi acordar, mas ter ido mais cedo para casa. Mais cedo assim, nem tanto. Na verdade estava quebrado após a noite em claro participando da mesa de credenciamento ao 42º Congresso da União Paranaense dos Estudantes. Pois é, vim parar em Londrina, após uma rápida passada por Maringá, muito bem hospedado na casa do Paulo, precedida por uma maravilhosa janta na casa da família do Leonardo em Guarapuava.
Fiz o mais rápido possível as últimas agendas do dia para assistir a maior parte do jogo do Inter. Chego e sou recebido com o gol do Corinthians. Menssagem do Sérginho me informando o placar do jogo. Ao menos, a conversa na casa do Marcel estava muito interessante. Falávamos um pouco de tudo. Do cotidiano de um dekassegui no japão às compras no Paraguai. Segundo gol do Corinthians. Ligação do Thiago Kodama, corinthiano vagabundo. O papo avança, não entendemos como que as pessoas não percebem que está tudo errado, sendo tão claro tudo por ae. Basta ver. Ou querer. Talvez não.
O jogo acaba, é a segunda derrota do Inter que assisto desde que recomecei a torcer. A primeira que fico triste. Na última fiquei feliz pois mesmo perdendo o Inter passou para a final. O Tropeço traz o notebook e ficamos dando umas passeadas com o google earth. Não sabia que dava até para dar passeio de avião. E nem que tinha umas bolhas que a visão é total, como se estivesse no local. Começamos a viagem pelo bosque do restaurante universitário da UEL. O tal bosque que esses dias um jornalista sem muito o que fazer fez uma matéria infeliz dizendo que era como na jamaica. Conheci um jamaicano hoje que não gostou muito da comparação. Do bosque para um passeio por Londrina e de lá para o "Espaço das Américas", onde gostaríamos de ter feito o ato político de abertura do 42º CONUPE. Um giro pelo Rio de Janeiro e por umas ilhas desconhecidas, continente da Antártida e a rua onde o Tropeço parou nos dias em que esteve de intercâmbio nos Estados Unidos. Pedi para darmos um giro nas pirâmides do Egito. Surpreendente imaginar como colocaram aquela quantidade toda de pedras umas sobre as outras. Quanta gente deve ter passado talvez por uma vida inteira carregando pedras durante a maior parte de seu tempo. Nem tão seu assim na verdade, mas de um senhor.
De repente, a terra era pequena demais para nós e resolvemos dar um giro pelo espaço. Cara, cada vez me surpreendo mais com esse google. Uma passadinha rápida pela Lua (quem será que chegou por lá primeiro?) e aterrisamos em Marte. Bonito. Parece um grande deserto. Esses dias fui na inauguração do Pólo Astronômico que não me recordo o nome do muito homenageado brigadeiro Montenegro. Ficou muito bonito, bem instalado no Parque Tecnológico de Itaipu. Vi o anel de Saturno num telescópio e aproveitamos o planetário também.
Agora pouco fui pegar aquele copo de coca-cola para escrever este parágrafo final do texto. Dei uma passadinha na cozinha, onde rola aquele papo cabeça e dei uma problematizada a respeito das necessidades fisiológicas do homem que são diferentes das da mulher porcausa de todo o processo histórico a que foi submetido ao longo do passar dos anos. Não sei se me convenci de um conceito errado passado pelo Alan e pela Barbara Pease naquele livro do Porque os homens fazem sexo e as mulheres amor?. O livro passa a idéia de que os homens possuem necessidades específicas, assim como as mulheres. Por exemplo, o fato das mulheres conseguirem fazer várias coisas ao mesmo tempo enquanto os homens não. E o fato dos homens terem a necessidade de perpetuar a espécie com o maior número de progenitoras para garantir a sobrevivência da espécie. Inspirado em conceitos darwinianos. Dialética ou machismo?
Quase chegando. Semana que vem vou assistir ao jogo do Inter em casa. Já terá passado o Congressito da UPE.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Classe média subversiva

Quem manda não ter acordado e ter faltado à reunião de sábado no Casarão da UPE? Pois é, vim parar em Francisco Belrão. Claro que com um incentivo extra do cretino do Serginho, que essas horas já deve ter chegado por Foz.
Escrevo direto da biblioteca da UNIOESTE enquanto aguardo o Vanderson chegar. Cheguei pela manhã, dei uma volta no centro e dormi a tarde inteira, depois de ficar com sono na biblioteca municipal. Dei uma foleada naquele livro chamado "Veias Abertas da América Latina", se não me engano do Eduardo Galeano. Ainda quero lê-lo. Apalpei um livro publicado pela editora do Exército e comecei a ler. É da época da ditadura, pelo ano de 76. O nome era "Guerrilheiros e Terroristas". O engraçado é que não constava nenhuma menção à Guerrilha do Araguaia. Se questionavam os militares: Como pode um bom filho da classe média virar um subversivo? E tentavam responder com as piores banalidades possíveis. É que quando se cansarem desta luta sem sentido, serão bem recebidos por uma família bem estruturada e pelo conforto do lar. Demonstravam com números que a imensa maioria da população e da própria juventude não queria se envolver em conflitos e apenas gostaria de manter preservada a sua família. É bem verdade que os filhos da classe média tem mais acesso à informação que os de classe baixa. A velha história da pílula vermelha e a azul. A vermelha é o conhecimento. A azul a da alienação. O Vanderson já deve estar chegando.