segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Capa de Jornal
E aqui pela fronteira também aparecemos no jornal. Foi em matéria do Jornal do Iguaçu sobre a Audiência Pública que discutiu o Transporte Coletivo. Mais uma vez na capa, com os camaradas Santiago, Fernando, Corcs e o Adriano abaixado. Na matéria, em destaque no interior do jornal, nossos posicionamentos ficaram claros em relação à maneira na qual achamos correto o pagamento das empresas: por quilômetro-rodado ao invés de passageiros. Ficou ainda evidente o descontentamento dos estudantes, representados pelo Diretor da UPE Serginho Santander, que apontou a burocratização do acesso ao meio-passe e a demora dos ônibus como um dos principais problemas.
Força aos estudantes e a toda a luta emancipadora da juventude e dos trabalhadores!
Para mais detalhes sobre as notícias: http://www.ujsfoz.blogspot.com/ e http://www.acampamentodaupes.blogspot.com/
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Transporte Coletivo: Problemas e Soluções
domingo, 9 de agosto de 2009
ATENÇÃO
Nossos colaboradores estão orientados a higienizar as mãos a cada 20 minutos.
Em caso de dúvidas estamos a sua disposição.
Era o que estava escrito em um folder na mesa do restaurante em que almocei com minha familia nesse Dia dos Pais. E a população está em pânico. E o tal laboratório norte-americano ganhando cada vez mais.
sábado, 8 de agosto de 2009
Para onde vai?
Definitivamente não se importava com o que os outros pensavam dele. Não ousava pensar algo de si. Passei novamente na mesma sinaleira na qual havia o encontrado naquele dia. Havia ganhado roupas. Um short, uma camiseta e até um chinelo. A roupa estava limpa.
Mais tarde, paro novamente no mesmo lugar e ele vem na minha janela me pedir uma moeda. Ele estava com uma lata na mão. Suas roupas já estavam imundas. Perguntei a ele o que faria com aquela lata. Me respondeu que estava juntando para recilclar. Mas não havia nenhuma sacola com outras latas próxima a ele. Não havia.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Fechamento dos botecos e segurança pública
Andam pela nossa casa de leis municipal discutindo o funcionamento dos bares, lojas de conveniência e similares. Discutem se o fechamento desses locais após determinado horário ajudaria a diminuir os índices de violência registrados no município.
A abordagem mais precisa é levar em conta as várias variáveis que compõem esses índices e que cooperam para sua concepção. Daí necessariamente devemos discutir a questão da segurança públca compreendendo a raiz dos problemas. Claro que derivada de um problema econômico facilmente identificável. E esse facilmente identificável não é a uma elite intelectual mas para o povo. Não queremos contar ladaia ao povo, apenas alertar para o que ocorre.
Infelizmente falamos da cidade onde mais morrem jovens proporcionalmente em nosso país. Falamos da tríplice fronteira, rota do tráfico internacional. Da cidade da Itaipu que em sua construção atraiu muitos trabalhadores que ajudaram a construir esta maravilha da engenharia moderna. Alguns trabalhadores conseguiram certas conquistas, mas a grande maioria foi posta de escanteio amargando na fila dos desempregados e aumentaram de forma considerável as favelas, que haviam iniciado após a vinda de trabalhadores para a construção da "Ponte Internacional da Amizade".
Aos filhos destes barrageiros e a grande parte de nossa juventude restou a exclusão. Amargando o melhor de sua criatividade e energia na fila dos desempregados. Impregnados pelo individualismo são aproveitados de forma meramente mercantil. Sem espaços públicos para a prática esportiva, sem acesso à mobilidade urbana e enfrentando graves problemas de moradia.
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Não apenas em Foz, mas também, a insegurança toma conta dos grandes centros. Esse meio não nos interessa, não nos satisfaz, queremos uma cidade capaz de incluir a todos sem discriminação de crença, cor, gênero e classe social.
Nenhuma ação isolada resolverá este complexo problema que é a segurança urbana. Portanto se faz necessária uma ampla discussão sobre o tema dado que a simples proibição de venda de bebidas alcoólicas soaria como mais uma medida de exclusão. Fechariamos os pequenos botequinhos enquanto os grandes e frequentados pela elite continuariam abertos.
É muito bom encontrar os velhos amigos.
Nota da UJS-Foz acerca do fechamento dos bares, lojas de conveniência e similares após a meia-noite, nos locais fora do corredor turístico.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Dossiê UPE
DOSSIÊ
Não sou ladrão
Nem violento
Violo imaginações
Do sofrimento
Matei a fome
Em uma pena de vinte e três anos
Meta do homem
Conforme o plano
Perambulo na sombra da periferia
Trafico idéias projetadas
Não é nota fria
Fraudo estelionato
Quando vândalo quebrei a cabeça
Réu cacei palavras
Ao invés de comer aquele maravilhoso macarrão da panificadora aqui da esquina, comprei um livro. E são com essas palavras que meu amigo Edson de Carvalho o inicia. Este é seu recém-lançado e primeiro trabalho “Líricas e Satíricas do Iguaçu”.
Conheci o Mano Edo (Edson) quando o Oxi (de Porto Alegre) veio ajudar na construção de um núcleo da Nação Hip Hop Brasil ano passado aqui pela fronteira. De lá pra cá tenho acompanhado um pouco da trajetória deste poeta marginal. O Mano Edo também é Bboy e dá aulas de break na crew chamada Cartel do Break. Desejo muita sorte a este guerreiro.
Por estes dias ocorreram dois grandes eventos: o quadragésimo segundo Congresso da UPE e a Conferência Inter-Municipal de Educação, ambos na Terra das Cataratas. Momentos importantes de discussão dos rumos do país, intimamente ligado ao seu sistema educacional.
Os dois últimos meses, de intensa campanha para a construção deste congresso chegam ao fim com um saldo bastante positivo na construção de um movimento estudantil unitário e preparado para talvez a maior batalha que nossa geração enfrentará.
Grandes foram as discussões e proposições, onde muitos estudantes de todos os cantos do Paraná deram suas contribuições. Desde a meia-entrada nos pontos turísticos ao encontro das Atléticas, passando pela cultura, meio-ambiente e drogas. Discutiram-se as pagas, as públicas e o próprio movimento estudantil.
A UPE chega aos seus 70 anos de luta, esbanjando garra e determinação para colocar a educação a serviço das grandes causas sociais. Chega honrando seu passado glorioso, defendendo o pré-sal, relembrando os tempos em que foi precursora no Paraná na luta do Petróleo É Nosso! Chega pronta a não deixar meterem a mão nas riquezas do povo, como na defesa da Copel. E chega também entendendo que juventude é essa a de hoje e em que contexto se insere.
Sobre a Conferência, falamos outro dia.
Em 27 de junho de 2009.
Um pouco de muito do mesmo
No Congresso da UPE tive a oportunidade de falar sobre a importância das Conferências nesse momento de aperfeiçoamento da democracia em nosso país. Claro que ainda a democracia da burguesia, afinal estamos no capitalismo. É natural que passemos por este momento de aprofundamento destas formas de representação dos anseios mais imediatos da população. As Conferências vem a cumprir o importante papel de dialogarem com a sociedade sobre as questões a elas importantes. A de Educação cumpriu este papel. Foram aprovados importantes encaminhamentos para as etapas seguintes.
E sobre o Congresso, vou aproveitar um texto que está aqui guardardo que ainda não tive a oportunidade de publicar. E nem mais o faria. Mas vai logo a seguir.
Veja quem pode lucrar com a morte de Michael Jackson
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Classe média subversiva
Escrevo direto da biblioteca da UNIOESTE enquanto aguardo o Vanderson chegar. Cheguei pela manhã, dei uma volta no centro e dormi a tarde inteira, depois de ficar com sono na biblioteca municipal. Dei uma foleada naquele livro chamado "Veias Abertas da América Latina", se não me engano do Eduardo Galeano. Ainda quero lê-lo. Apalpei um livro publicado pela editora do Exército e comecei a ler. É da época da ditadura, pelo ano de 76. O nome era "Guerrilheiros e Terroristas". O engraçado é que não constava nenhuma menção à Guerrilha do Araguaia. Se questionavam os militares: Como pode um bom filho da classe média virar um subversivo? E tentavam responder com as piores banalidades possíveis. É que quando se cansarem desta luta sem sentido, serão bem recebidos por uma família bem estruturada e pelo conforto do lar. Demonstravam com números que a imensa maioria da população e da própria juventude não queria se envolver em conflitos e apenas gostaria de manter preservada a sua família. É bem verdade que os filhos da classe média tem mais acesso à informação que os de classe baixa. A velha história da pílula vermelha e a azul. A vermelha é o conhecimento. A azul a da alienação. O Vanderson já deve estar chegando.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O que é a UPE e a UNE?
Acabo de escrever um pequeno textinho a respeito de nossas entidades de representação estudantil e como o assunto é interessante, publico abaixo:
O que é a UPE e a UNE?
A UNE foi criada em 1937, no bojo das lutas pela entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial para combater o nazismo. Vem construindo as lutas da juventude e do povo brasileiro ao longo de sua história. História esta que se confunde com a de nosso país. A UPE, criada em 1939, é a mais antiga entidade estadual de representação dos estudantes no Brasil. Foi vanguarda na luta “O Petróleo é Nosso” aqui no Paraná. Os estudantes enfrentaram ainda a Ditadura Militar, onde a primeira ação foi queimar a sede da UNE no Rio de Janeiro. O “Casarão dos Estudantes”, sede da UPE, foi tomado naquele período. Sabiam bem os poderosos do poder contestador e transformador da juventude. Depois de muito sangue derramado vem as “Diretas Já!” e a redemocratização do estado brasileiro. Mas, mesmo com o final da ditadura, enfrentamos a era do neoliberalismo que a tudo queria privatizar. Mais uma vez, as entidades estudantis foram muito importantes para não permitirem os retrocessos, como a venda da Copel por aqui. Fomos mais uma vez protagonistas no “Fora Collor”, com as caras pintadas de verde e amarelo ocupamos as ruas e mobilizamos toda a sociedade. Apesar de tudo o que fizemos, ainda temos muito a conquistar e é para isso que te convidamos.
