terça-feira, 26 de outubro de 2010
Sala de espera
terça-feira, 27 de julho de 2010
Garantir o projeto de desenvolvimento nacional
Vivemos um periodo de grandes transformacoes economica, social e politica. Na economia, após duas decadas de estagnacao, voltamos a crescer, encontrando o equilibrio macro-economico e reduzindo nossa vulnerabilidade externa. Os programas de distribuicao de renda e o aumento das ferramentas de democracia demonstram um pouco as transformacoes nas areas social e politica.
Os antigos periodos de expansao da economia brasileira frustraram as esperancas do povo pois as vezes concentravam riqueza ou estavam acompanhados da inflacao, por vezes traziam um endividamento externo ou interno ou ainda sufocavam a democracia.
Um pais do tamanho do Brasil sempre ficou relegado a um papel menos importante na economia mundial, apesar de suas imensas riquezas naturais. Na verdade, tais riquezas serviram aos interesses das elites entreguistas e conservadoras apoiadas pelos paises ricos. Nos anos 90 os investimentos produtivos foram reduzidos, com restricoes no parque industrial e infra-estrutura de energia e transportes comprometida, o que debilitou as empresas estatais e abriu a porta para as privatizacoes. O Brasil era programado para ser pequeno.
No governo Lula passamos a viver outro momento, com crescimento do PIB, expansao do emprego formal, aumentos reais do salario minimo, transferencia de renda, controle da inflacao, ampliacao do credito, medidas para a reforma agraria e agricultura familiar, aumento do comercio exterior e reconstrucao da infra-etrutura.
Essas medidas impulsionaram a formacao de um grande mercado de bens de consumo popular, que nos protegeu dos efeitos devastadores da crise mundial, auxiliados pela saude de nosso sistema bancario e pelas reservas internacionais acumuladas. Diferente de crises anteriores, o Brasil enfrentou com seguranca seus efeitos.
Com todos esses fatores e uma politica externa ativa, privilegiando as relacoes com a America Latina e o sul do mundo, passamos a ser admirados e a ter papel de destaque no mundo. Ao contrario da politica de subserviencia de antes, passamos a redefinir soberanamente nossa relacao com os paises desenvolvidos priorizando o interesse nacional e a solidariedade com os paises pobres e em desenvolvimento.
Assim, o momento eleitoral deve ser encarado com toda a energia, entendendo nosso papel como protagonistas do projeto de desenvolvimento nacional que não deve ser abandonado mas pelo contrario, ser tido como prioridade para que nosso pais assuma definitivamente seu papel de destaque no cenario geopolitico mundial e seja generoso com seus filhos.
Esta não e a primeira vez que forcas politicas que representam o projeto das camadas mais populares chegam ao poder. Aconteceu no governo de Joao Goulart, e justamente por isso que a elite, representada pelo Exercito, jogou mais uma vez a favor dos interesses imperialistas e deu um golpe de estado no governo Jango.
Diferente de 64, hoje as elites não reunem condicoes objetivas e nem subjetivas para articularem um possivel golpe. Mas a sede por poder ainda continua grande entre os conservadores, afastados desde o final de 2002 do poder central do pais, sonham com o retorno ao Palacio do Planalto para porem em pratica suas politicas de enfraquecimento do papel do estado.
Portanto a batalha não sera facil, a direita raivosa, representante dos interesses da burguesia entreguista nacional ainda e poderosa. Detentora dos meios de comunicacao e com poder financeiro muito grande, a disputa não sera facil. Deve ser encarada pela juventude como a grande batalha de nossa geracao, que deve deixar bem claro que a disputa e por um ou por outro projeto, os dois bem conhecidos da populacao brasileira.
P.S> Desculpem pela acentuacao, teclado desconfigurado.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A construção é pela Cultura
Acabo de chegar da Fartal. Mais exatamente do show do Pedra Letícia. A Fartal é a feira em comemoração ao aniversário da cidade de Foz do Iguaçu, que completou 96 anos no último dia 10. O show já tinha boas credenciais pois tocaram na Calourada do Amor, organizada pela "Chapa Quente, o Bonde do Amor", do DCE da UEM.
Não sei se já disse por aqui mas adoro rock n`roll e os caras mandaram bem. Além de grandes músicos, são animados e tem uma excelente interação com o público. E é ae que gostaria de chegar.
Tanta interação com o público e animação porém grande parte do público estava do lado de fora. O preço para assistir ao show pelo que ouvi era de dez reais ou vinte o camarote. Mas a discussão central não é o valor das entradas. O que precisa ser discutida em suas peculiaridades e em maior profundidade é a nossa política municipal de cultura.
A discussão desse tema passa necessariamente pela consolidação de ferramentas como o Sistema Municipal de Cultura e a concepção de qual será a visão de cultura na qual queremos construir. Para ser mais específico, a quem a cultura realmente favorece.
Como não é novidade, o pano de fundo é sempre o mesmo e não poderia deixar de ser em se tratando de cultura. Pode ser empregada para refletir as características de um povo ou para satisfazer interesses econômicos. Em se tratando de capitalismo não é novidade que seja mais fácil privilegiar tais interesses.
Queria uma feira diferente. Não vou aqui descrever uma feira ideal, até porque para que me contente bastante, seria necessária uma feira em outro tipo de sociedade. Uma feira em que as crianças brincassem em quantos brinquedos quisessem e comessem o que gostassem, desde que fizesse bem. Não vou entrar em detalhamentos maiores, quanto mais me aprofundar talvez mais utópico esteja sendo.
Mas tendo em vista as condições objetivas atuais, acredito que pudéssemos fazer da festa do aniversário de nossa cidade, no mínimo, uma festa realmente popular. Uma comemoração do povo iguaçuense, que com as mãos muitas vezes calejadas constrõem essa maravilhosa cidade. Novamente, em se tratando de capitalismo, não é novidade que uma classe seja privilegiada enquanto a outra rala.
Ir na contracorrente é que seria novo. Empregar a cultura como forma de expressão e identificação dos povos, servindo para entendermos mais e melhor as realidades e auxiliar no processo de evolução do pensamento humano. É aí que entram ferramentas importantes como o Sistema Municipal de Cultura, que cria um cadastro municipal dos "fazedores" de cultura, um conselho municipal de políticas culturais e um fundo municipal de cultura.
Assim estaremos criando os primeiros passos para o entendimento da cultura não apenas como um simples negócio ou como circo, mas como ferramenta essencial para a construção de valores essenciais para formarmos um "novo homem", sem vícios, preconceitos, vaidades ou ganância e acima de tudo, com muito amor pela humanidade e pela vida.
domingo, 16 de maio de 2010
Agora é o DCE da UEL de cara nova!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Parabéns PC!

Mesmo que cansado e atarefado, não podia deixar de vir a esse espaço prestar minha sincera homenagem ao aniversário de 88 anos do Partido Comunista do Brasil, no qual milito com muito orgulho.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Evitar
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Carnaval, futebol, não mata não engorda e não faz mal!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Prefeito comunista: Chico Brasileiro
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Consciência Negra
Há mais de trezentos anos, no dia 20 de novembro de 1695, era capturado e morto Zumbi dos Palmares. Lutador incansável pelo fim da opressão dos negros em nosso país. Trezentos também foram os anos de tráfico de negros capturados na África. Os homens que aqui conseguiam chegar vivos, eram tratados como bestas de carga e as mulheres como fêmeas animais. Passavam pelos mais horríveis sacrifícios e eram obrigados a trabalhar cerca de dezoito horas por dia.
Por tudo isso nutriam uma esperança de fuga, por mais difícil que fosse. Uma morte prematura era melhor que a vida do escravo trazido de tão longe para cair no inferno da existência mais penosa. Ao passo que eram covardemente explorados, iam perdendo radicalmente sua cultura africana, retendo no seu íntimo saberes, gostos culinários, músicas e ritmos.
Muita luta se passou para que a escravidão fosse “abolida”. Mas ainda não efetivamos o processo completo de abolição. Mantemos uma das mais acentuadas desigualdades sociais do mundo e a população negra está na margem da riqueza produzida no Brasil. Existe ainda uma política deliberada de extermínio das populações negras e pobres como manifestação mais cruel do racismo, intensificado no capitalismo.
O racismo brasileiro tem singularidades próprias, decorrentes da formação histórica do país e do seu povo. Após a escravidão os “grandes intelectuais” desenvolveram vários estudos que indicavam o branqueamento da população. Estavam enganados. Os negros continuaram a formar a identidade cultural do povo brasileiro.
A democracia racial só é praticável conjuntamente com a democracia social. A construção de uma nação forte e soberana, através de um novo projeto de desenvolvimento nacional passa necessariamente pela correção das injustiças históricas a que foi submetida a população negra.
Como herdeiros de Zumbi, acreditamos e lutamos por um mundo onde não haja exploradores e explorados, nem senhores e nem escravos. E isto se faz com rebeldia.
Rebele-se contra o racismo.
“A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, seviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. Ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária”. (Darcy Ribeiro)
- Entre os 10% das pessoas com maior renda no Brasil, 90% são brancas. Já entre os 10% com menor renda, 70% são negros.
- As manifestações culturais e religiosas são alvos de ataques preconceituosos.
- Negros tem renda em média 20% menor que o valor de mercado.
- O trabalho infantil atinge 62% dos negros.
