quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Venezuela rumo ao socialismo!
Chaves vai tornar a Venezuela socialista. A classe média (apoiada na elite), agora resolveu ir para a rua dizer não! Vejo as manifestações na TV, todos juntos, de mãos dadas e bem alimentados. O que a TV não mostra é que esta gente representa apenas 12% da paupérrima Venezuela. Vivem e enriquecem, na grande maioria, às custas da manutenção da fome e da pobreza.
O capitalismo se torna abalável quando uma minoria prega a democracia e oprime a maioria. Se a exclusão não atingisse tanta gente, Chaves não seria eleito. A Venezuela deveria ter pensado nisso antes de abandonar seu povo. Agora é tarde. Os pobres estão em maior número e têm um líder digno.
Que sirva de lição: ou incluem, um dividem. Não incluíram, vão ter que dividir.
E aqui pelo Brasil, agente tem que acordar de manhã e ouvir no Bom Dia Brasil que a reforma constitucional da Venezuela é para perpetuar o Chávez no poder. Bla bla bla.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Uma entrevista
COMO VOCÊ, UMA ARTISTA, VÊ ESSA POLÊMICA DA PIRATARIA DE TROPA DE ELITE?
Acho que pirataria é um problema muito maior do que as pessoas propõem. Tratam a pirataria como se fosse uma mão única, como se só o consumidor fosse o culpado, mas não existe uma política para deixar o valor das coisas mais acessível. Se você está andando na rua e vê um DVD barato, vai comprar. Não sou a favor da pirataria porque o artista tem de ganhar dinheiro, ele vive daquilo, passa meses trabalhando e aquilo tem de ser valorizado. Mas pirataria não é o que mais me incomoda no momento. É o Senado.
COMO ASSIM?
Estou para mandar fazer uma camiseta “o Senado provoca náuseas”. É como se todo dia cuspissem na nossa cara, dissessem: “Otária”. Eu pago todas as minhas contas em dia, pago à vista para não ter nenhuma dívida, e depois vejo um monte de gente fazendo voto secreto para conseguir se camuflar no meio da bagunça. E esses mesmos caras se pressionando entre si para poder liberar o Renan e votar o fim da CPMF, que já era para ter acabado.
Gostei da parte do voto secreto. Gostaria mesmo era de uma reforma política. Daí poderíamos acabar de vez com o poder que o sistema financeiro impõe sobre as decisões políticas em detrimento do povo.
Ao ver a manipulação vergonhosa que a última capa da Revista Época foi capaz de fazer fiquei estarrecido. Link aqui. Outro bom caso é o golpe de estado que a mídia da Venezuela em parceria com o alto comando do Exército tentou por lá. Link aqui. Exemplos disso não faltam aqui pelo Brasil, basta um pouco de reflexão. Legal mesmo foi quando o Brizola conseguiu aquele direito de resposta ao Jornal Nacional. Link aqui. Segundo a Wikipédia, Senso comum (ou conhecimento espontâneo, ou conhecimento vulgar) é a primeira compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetuadas. No senso comum não há análise, o senso comum é o que as pessoas usam no seu cotidiano, o que é natural, o que elas pensam que é verdade. Infelizmente, os veículos de comunicação em massa, conseguem impor um senso comum à sociedade.
Para quem quiser conferir o site: Revista VIP.
Pra quem não quiser perder tempo com isso, uma boa dica de leitura é o artigo da Deputada Federal do PCdoB, Manuela d' Ávila a respeito do filme Tropa de Elite. Link aqui.
Abraço ao camarada Rafael Brasil, leitor do blog.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Shopping
Agora pela manhã fui com o Andrei, que trabalha aqui comigo, na tão falada inauguração do Cataratas JL Shopping. A pulseirinha alertava: "Convidado especial para o nascimento do maior empreendimento de Foz do Iguaçu". Ao chegar a moça pergunta: Vocês são lojistas? Não. Então fiquem a vontade. Ficar a vontade as vezes é bastante complicado. Ainda mais quando se trata daquelas solenidades chatas. Já dizia uma música do Engenheiros, nossa elite burra se empanturra com biscoito fino. Biscoito fino e ruim. Não tinha refrigerante. Suco? Não tinha de laranja. Água? Tinha uma moderna com gosto de laranja. Não tive coragem de experimentar.
É engraçado ver quando a alta sociedade se reúne para esses eventos. Todas as forças políticas da cidade, os grandes empresários, alguns penetras e o povo do lado de fora, no calor iguaçuense esperando ansiosos a abertura das portas. Lá dentro, no ar condicionado bem dimensionado, todos se cumprimentam e trocam sorrisos. Alguns pedreiros da obra passam no meio da praça de alimentação, onde ocorre a solenidade, causam espanto pois estão maltrapilhos e sujos. O dono da Construtora JL fala, o prefeito também. Depois, o pastor dá a benção a todos que colocaram a mão no peito como solicitado por ele anteriormente. Não coloquei. Após a solenidade, convidam a todos para a primeira visita pelas instalações do shopping. Muito bonito, a academia proporciona uma visão maravilhosa aos que futuramente passarão horas suando nas máquinas na busca de um corpo adequado aos padrões impostos pela sociedade de consumo.
Não pode se negar o avanço que trará para a cidade. Era feio responder aos turistas que em nossa cidade não havia shopping. Mas a mistificação feita na inauguração foi exagerada, como se os problemas sociais de nossa cidade fossem praticamente aniquilados pelo novo empreendimento. A realidade para aquelas pessoas passa assustadoramente à distância. Vivem numa sociedade maquiada que o novo shopping ajuda a construir, em que os valores capitalistas são postos como os mais importantes e os valores humanistas e revolucionários são jogados ao esquecimento.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Será?
Nesse final de semana, dei-me um pouco do meu tempo a coisas que precisava fazer, como assistir um bom filme ou ler um livro. O filme, aquele da moda. Se gostei? No geral é um bom filme. O livro, aquele do Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Estou na metade, mas já entrou pra lista dos melhores que li.
Não se apegar a detalhes é muito importante.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Centro Acadêmico Egeu de Brito
Vários amigos do Dr. Egeu até mesmo de outras cidades, vieram para prestar sua homenagem a esse pioneiro de Foz do Iguaçu.
Estou mais acostumado a discursar para a juventude. Gostei muito da experiência de falar a uma platéia de mais idade. Falei um pouco sobre o histórico da UNE, passando pela luta contra o nazismo, pela campanha do petróleo é nosso, a luta contra a ditadura, as diretas já e o fora Collor. Parecia que ao falar, aqueles senhores e senhoras reviviam um pouco daquele passado.
No final da cerimônia, um senhor e uma senhora vieram me parabenizar pelo discurso. Ambos haviam sido colegas de faculdade do Dr. Egeu.
A senhora acabou descobrindo que era minha conterrânea. Nascida também em Alegrete, ficou muito feliz em me encontrar por lá.
O senhor me contou que participava do Centro Acadêmico de Farmácia da UFRGS nos anos de 1954 e 1955. Muito legal encontrar ex-militantes do movimento estudantil com suas encantadoras histórias. Relembramos a sede da UNE, onde funcionava o CPC (Centro Popular de Cultura), que mais tarde, na Ditadura Militar, foi incendiada e demolida. Contei a ele que os estudantes, no início deste ano, haviam retomado o terreno da Praia do Flamengo e que o arquiteto Oscar Niemeyer havia doado o projeto para a construção da nova sede.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Sucesso
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
UJS adverte: Veja mente!

A edição desta semana é um claro exemplo de sua tentativa de manipular a opinião pública enaltecendo a opinião da elite que é a favor unicamente de seus próprios interesses, elegendo como inimigo e distorcendo a imagem de um dos maiores ícones de inspiração da juventude, Che Guevara. Tal edição, que traz como matéria de capa "Che – A farsa do herói" tenta desmistificar a imagem do grande revolucionário, político e pensador passando a impressão de que fosse um sanguinário disposto a matar por uma revolução "sem sentido".
A matéria mentirosa, diz ainda que Che ajudou a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, em que comidas são racionadas e os carros são velhos. Esquecem por completo que a ilha, antes de viver um regime socialista, era miserável, considerada o bordel dos americanos. Esquecem também, que Cuba sofre um brutal bloqueio econômico dos Estados Unidos, pelo qual empresas fabricantes que utilizem qualquer matéria-prima do país, são proibidos de comercializar com a ilha socialista.
Não aceitamos a manipulação desmedida de um meio de comunicação influente como a Veja, que mostra apenas o que lhe é de interesse, e que nos bastidores, por exemplo, tenta a todo custo barrar a abertura da CPI Abril-Telefônica/TVA no Congresso Nacional.
Che Guevara
PÁTIO DA UDC - 20h30
Che Guevara e os mimos da família Civita
Che Guevara e os mimos da família Civita
Por Gilberto Maringoni
A humanidade sempre gostou de animais de estimação, mas agora o costume virou moda. Pet shops tomam conta das cidades brasileiras e roupas, brinquedos e alimentos especiais para bichinhos disputam um mercado crescente. Escolas especiais pipocam por toda parte, sofisticando a pedagogia caseira de ensinar mascotes a sentar, dar a patinha ou buscar objetos atirados ao longe. Todos gostam dessas companhias domésticas. Fazem a alegria das crianças.
Há uma família em São Paulo que parece adorar mascotes. É um clã de origem italiana, aqui radicado há décadas. Não se sabe bem o porquê, mas alguns de seus membros exibem socialmente um inconfundível acento nova-iorquino. Manias, quem sabe. Trata-se da turma dos Civita, gente boa, com negócios para os lados da marginal Pinheiros.
Os Civita adoram mascotes. Têm vários. Um dos orgulhos de sua casa de negócios atende pelo nome de Diogo. Aliás, são dois os Diogos amestrados daquele - chamemos assim - lar da marginal. Vamos falar de um deles, o Diogo Schelp (tem o Mainardi, mas este fica para outra hora). O Schelp é um espécime reluzente. Dá a patinha, busca o que o dono mandar e não gosta do que os Civita não gostam. Coisa bonita de se ver. Diogo Schelp deve andar aí pela casa dos trinta anos. Tem futuro.
Cuba, Venezuela, MST etc.
Os Civita detestam tudo que cheire a povo. Externam especial repulsa por coisas como Cuba, Venezuela, MST e quejandos. Quando precisam propalar aos quatro ventos seus desapreços, chamam um dos Diogos. "Vem, Diogo, vem". E Diogo - qualquer um deles - faz a alegria da família. "Vem, Diogo, vem, desce o chanfralho no Chávez, vem!". E lá vai Diogo, correndo, mostrar o serviço.
Como toda boa família, os Civita têm sua sala de visitas, onde exibem tudo do bom e do melhor. A sala de visitas tem até nome. Chama-se Veja. Toda semana apresenta uma decoração nova, todas diferentes, mas iguais às anteriores, se é que dá para entender.
Diogo é um fenômeno, dizíamos. É bom também não confundi-lo com Dioguinho, apelido de Diogo da Rocha Vieira, famoso bandido e salteador que aterrorizou os sertões da Mogiana, entre o final do século 19 e inícios do 20. Dioguinho era bandido de aluguel, que agia em troca de bom soldo. Diogo, o Schelp não aterroriza ninguém.
Pois não é que depois de fazer das suas por várias vezes, exibindo língua solta contra a Venezuela e Cuba o Diogo resolveu voltar-se contra Che Guevara. Certamente fez isso depois de dar a patinha, rolar no tapete e pedir papinha, pois a vida não anda fácil.
Pérolas e olfatos
Diogo é uma graça. Ganhou uma capa - é capa da tal sala de visitas, a Veja - e mais um monte de espaço. Sua pérola chama-se "Che. Há quarenta anos morria o homem, nascia a farsa". A obra é hercúlea. Diogo contou com a ajuda de outro civitete de estimação, um serzinho chamado Duda Teixeira.
Para fazer das suas, foram falar com vários cubanos que, segundo ambos, conviveram com Che Guevara. Não foram a Cuba, mas entrevistaram quatro que moram na mais reluzente cidade latino-americana, chamada Miami. Tem uma comunidade cubana lá que é do balacobaco. Ajudaram a eleger George e seu irmão Jeb Bush. Gente fina.
Entre citações dos tais cubanos e sacadas próprias, a dupla DD (Diogo e Duda) saiu-se com estas:
"Che foi um ser desprezível".
"Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro".
"Sua vida foi uma seqüência de fracassos".
Como a vida da dupla DD é uma seqüência de sucessos, eles podem dizer esta última frase de boca cheia. Certamente ambos vão revelar proximamente terem feito algo mais grandioso do que uma revolução nas barbas do império (desculpem o uso da expressão antiquada) ou de terem dado a vida defendendo o que pensam.
O mais legal é a especialidade olfativa dos DD. Sabem de cada uma. Vejam esta:
"Che (...) não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido".
Cheiro de rim fervido! Alguém sabe como é? Os DD, pelo visto, cultivam o salutar hábito de experimentar odores em busca de comparações espirituosas a pedido dos Civita.
E tem mais. Como estão fazendo graça, dando a patinha e tal, os DD não se preocupam nem mesmo em dizer uma coisa no início da matéria e desdizer a mesma coisa linhas abaixo. Pois vejam só:
"Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro".
Lá adiante, a dupla do barulho fala assim:
"Che também se tornou crítico feroz da União Soviética".
Os Civita devem adorar. Os Civita gostam de dinheiro, poder e publicidade oficial, da qual suas revistas andam cheias. O governo deve gostar muito dos Civita e de seus mascotes, para dar esse ajutório todo.
Mas deve haver uma hora que os DD cansam um pouco a família lá da marginal. Mesmo vivendo toda hora na sala e se exibindo para as visitas, há sempre um perigo maior.
O de fazer xixi no tapete.
Foi o que aconteceu agora. Graça demais não tem muita graça não.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Comandante Che Guevara
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Coragem pra Mudar, por um DCE do tamanho da UEL!
Coragem pra mudar, por um DCE do tamanho da UEL
Somos estudantes de vários cursos preocupados com o movimento estudantil da UEL. Estamos dispostos a construir um DCE para todos os estudantes, integrando todos os Centros Acadêmicos e sendo um elo permanente entre as entidades de representação estudantil. Acreditamos que um diretório central de estudantes deve ser de fato a força e a voz dos estudantes. Para isso, deve ampliar a participação diversificando o movimento estudantil, através de atividades culturais e esportivas. Mais do que uma chapa, Coragem Pra Mudar é um movimento que se levanta pautado pela construção de um DCE do tamanho da UEL.
